O abuso de álcool na sociedade brasileira

Enviada em 30/08/2021

A Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6, o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Contudo, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática, quando se trata do abuso de álcool na sociedade brasileira,  dificultando, deste modo, a universialização desse direito social tão importante. Esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência governamental , quanto da falta de conscientização popular. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em primeiro lugar, vale ressaltar algumas distorções governamentais no cumprimento de seus deveres e, especificamente, em divulgar sobre a conscientização ao abuso de álcool na sociedade brasileira. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, em sua teoria contratualista, os indivíduos de uma sociedade abdicam parte de suas liberdades e delegam funções ao Estado, com o intuito de atingir o equilíbrio social. Todavia, sob essa perspectiva, o governo falha à medida que não desenvolve campanhas eficazes em alertar a população que ingere compulsivamente bebidas alcoólicas, afetando assim, quanto à sua própria saúde, como a cirrose, de forma a estimular consultas ao hepatologista e previnir lesões no fígado. Logo, a escassez dessa ação colabora para a manutenção da fiscalização em publicidades e da taxa alta de consumo excessivo, já que alguns casos da doença hepática só são identificados em condição avançada.

Além disso, é preciso apontar outro aspecto importante como a falta de conscientizaçao popular. Nesse viés, de acordo com Lei no 13.106/2015, que proíbe a oferta de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos de idade, 9,4% teve permissão da família e 3,8% bebeu em casa com permissão. Diante desse dado, parecem números pequenos, mas os pais oferecem a experiência do álcool antes da hora , na qual o início precoce do consumo traz riscos como o aumento nas lesões corporais, o envolvimento em acidentes com veículos, eleva também a gravidez indesejada e doenças sexualmente transmissíveis, principalmente em mulheres e meninas, como as principais vítimas. Constata-se, portanto, em função do abuso de alcoól ter ofertas de celebração entre indivíduos que não passem pela alteração de consciência com droga lícita do álcool.

Conclui-se que os desafios do abuso de álcool na sociedade brasileira urge a colaboração das esferas governamentais. Desse modo, cabe ao Poder Público, por intermédio do Ministério da Saúde, proporcionar campanhas eficazes com médicos hepatologistas, por meio de debates semanais para aqueles indivíduos que necessitam do conhecimento ao uso controlável da bebida alcoólica evitando assim lesões no fígado e riscos mais graves. Assim, se consolidará o direito à saúde para todos.