O abuso de álcool na sociedade brasileira

Enviada em 24/08/2021

De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, o homem é o lobo do próprio homem, devido às atrocidades que esse confere a sua própria espécie. Trazendo essa perspectiva para a sociedade contemporânea, ao se observar o abuso de álcool pela população brasileira, conclui-se que essa prerrogativa lamentável se reverbera. Desse modo, faz-se necessária a discussão acerca desse problema e suas devidas medidas de mitigação.

Em primeira análise, vale lembrar que uma das consequências do abuso de bebidas alcoólicas é a violência e a consequente perda do bem estar não só do indivíduo alcoolizado, mas também das pessoas ao seu redor. Isso pois, a ingestão de álcool em excesso pode afetar o sistema nervoso e desencadear comportamentos agressivos e nocivos, principalmente quando ingerido crônicamente. Fato esse comprovado pela Organização Mundial da Saúde(OMS).

Ademais, vale ressaltar a ausência de medidas governamentais para resolver esse impasse. Nesse sentido, apesar da proibição da ingestão de bebidas alcoólicas não ser uma medida eficaz, há outras possibilidades de combate ao problema que poderiam e deveriam estar sendo postas em prática, como novas regulamentações por exemplo. Esse cenário, segundo o filósofo contratualista Jonh Locke, configura-se como uma violação do contrato social, na qual o Estado não cumpre sua função de assegurar o usufruto de direitos básicos pelo cidadão, como o bem estar.

Diante dos fatos supracitados, é válido que o governo brasileiro, juntamente com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por serem responsáveis pela formulação de políticas públicas acerca do tema, determinem, a partir de uma lei federal, a proibição da ingestão de bebidas alcoólicas em locais públicos não autorizados. Isso será feito com o fito de diminuir a violência e a exposição da bebida para públicos não recomendados, como crianças, além de propiciar o bem estar da população.