O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 26/08/2021
A música do cantor Gusttavo Lima, “Não Paro de Beber”, traz em sua letra a frase: “Eu vou morrer, mas não paro de beber”, que incentiva seus ouvintes a não se importarem com a quantidade de álcool que consomem. A mensagem exprimida é extremamente prejudicial, pois busca trazer o abuso de bebidas alcoólicas como algo positivo, além disso, com a influência que o sertanejo tem em todo Brasil, essa ideia torna-se ainda mais presente nos lares brasileiros. A normalização dessa ação entre grupos sociais é um dos atos mais prejudiciais à saúde dos consumidores de bebidas, além de que muitos não fazem nada a respeito, por confiarem no arbítrio daqueles que bebem, mesmo quando exageram.
Primeiramente, a bebida alcoólica é considerada uma droga lícita, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), ou seja, é comercializada legalmente e aceita pela sociedade. Graças a esses fatos, os consumidores se veem no direito de beberem em qualquer espaço, porém alguns passam dos limites, podendo ter diversas complicações em sua saúde. Entre aqueles que têm problemas com o controle, as doenças mais comuns são a cirrose e a gastrite, que afetam o fígado e o estômago. Contudo, pelo conteúdo inebriante consumido, o brasileiro não percebe o mal que está causando a si mesmo, até que a situação fique muito ruim.
Em segundo lugar, embora muitas vezes aqueles ao redor possam perceber quando alguém exagera no consumo alcoólico, não fazem nada a respeito, pois, seguindo o que dizia o pensador Sartre, cada pessoa deve saber de seus limites. Entretanto, ingerir muitas bebidas como cervejas, whisky ou tequila, faz com que parte de seu sistema cognitivo seja afetado, prejudicando a área cerebral onde são processadas as ações, logo, não têm como conhecer barreiras entre o bom e o perigoso. Esse fato, de acordo com a OMS, leva o Brasil a ser o quinto país com maior número de óbitos por ano, provando que o abuso de álcool e a falta de cuidado dos círculos sociais prejudicam a vida do indivíduo.
Em conclusão, os brasileiros têm pouco cuidado quanto aos malefícios causados pelo álcool, levando o país a ter um número considerável de pessoas com problemas de saúde ou, até mesmo, mortas pelo abuso de bebidas alcoólicas. Para que isso mude, é necessário que instituições como a OMS e a Organização Pan-Americana de Saúde se mobilizem com propagandas, em jornais e televisão, que difundam os malefícios do excesso de álcool e da falta de cuidado por aqueles ao redor de quem abusa da substância. Além disso, é importante que o DETRAN, órgão de fiscalização de trânsito, seja ainda mais rígido ao parar motoristas na operação da Lei Seca, checando sinais, não só na fala do indivíduo ou no bafômetro, mas em seu modo de agir, se está consciente de seu comportamento. Assim, a sociedade brasileira estará ciente dos malefícios no abuso do consumo alcoólico.