O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 24/08/2021
‘‘Eu vou morrer, eu vou morrer. Eu vou mas eu não paro de beber’’. O refrão da música ‘‘Não paro de beber’’, do cantor Gusttavo Lima, retrata o adverso cenário social do abuso de bebidas alcoólicas, sobretudo no Brasil, uma vez que este exagero prejudica a comodidade de sua sociedade. Esse revés é impulsionado pela negligência do Estado acerca da temática, a qual por consequência, deprecia o bem-estar físico e mental de seus habitantes.
Em primeira análise, o óbice é ocasionado pela negligência estatal quanto ao uso excessivo de álcool. Conforme o filósofo Voltaire, o cidadão cede a sua liberdade ao Estado, que em compensação, deve garantir os seus direitos sociais. Contudo, conforme o Sistema de Informações sobre Mortalidade, o Brasil apresenta um aumento 18,4% no número de mortes ocasionados pelo abuso de álcool, em que se demonstra o menosprezo pela segurança da saúde pública do país. Logo, é evidente que o papel do Estado favorece a continuidade do imbróglio.
Além dessa perspectiva, o tema problematiza a comodidade do corpo social do Brasil. Segundo o psicoterapeuta Carl Gustav Jung, ‘‘Toda forma de vício é ruim, não importa que seja droga, álcool ou idealismo’’. Análogo ao excerto, mostra-se o consumo desmedido de bebidas álcoólicas, na qual de acordo com a Organização Mundial de Saúde, esse uso exagerado é perigoso, pois pode ocasionar casos mais severos, a exemplo da dependência química. Portanto, como cita o psicoterapeuta, esse uso exagerado é danoso para o bem-estar social.
Destarte, cabe ao Ministério da Saúde - órgão responsável pela elaboração e execução da saúde pública do Brasil - atenuar os casos de abuso de álcool na sociedade brasileira. Nesse sentido, por meio do aporte financeiro pelo Governo Federal, em Campanhas Socioeducativas sobre o consumo consciente do álcool, em especial, nos meios televisos e nas redes de interação pessoal, na qual promova o consumo prudente de bebidas álcoólicas. A partir disso, possibilite a mundança de conduta dos cidadãos braileiros, inclusive da música ‘‘Não paro de beber’’.