O abuso de álcool na sociedade brasileira

Enviada em 26/08/2021

Conforme o psicanalista Sigmund Freud, a ingestão de drogas pelo ser humano se dá por uma necessidade de escapar da realidade. Porém, quando esse uso se torna abusivo várias consequências são sofridas pelos consumidores. No Brasil, o álcool, mesmo sendo lícito, é uma substância consumida de forma abusiva pela sociedade. Isso porque é extremamente estimulada pela mídia, apesar de expor os usuários a diversas situações de risco.

Primeiramente, desde o início das propagandas televisionadas no Brasil, os conteúdos relacionados ao uso do álcool foram retratados de forma muito atrativa, estimulando o consumo pela população. Entretanto, com a evolução das plataformas midiáticas, essa influência passou a tomar maiores proporções e atingindo diversas parcelas da sociedade. A exemplo disso, a música do cantor Gusttavo Lima apresenta grande estímulo ao abuso do álcool no trecho “eu vou morrer, mas não paro de beber”. Nesse sentido, no momento em que personalidades com grande visibilidade incentivam do descontrole em relação ao consumo da substância, a população tende a, de fato, se submeter às consequências da imoderação.

Outrossim, resultante da ingestão descontrolada da substância, os consumidores sofrem inúmeras consequências, sejam elas fisiológicas ou não. Assim, por ser uma droga depressora do sistema nervoso central, além do prejuízo na saúde da população, ela também inibe o senso crítico do usuário, deixando-o exposto a diversas situações de risco. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 5% das mortes do mundo todos os anos são causadas pelas consequências do abuso de álcool. Ou seja, o uso excessivo da bebida pela sociedade se torna uma “porta de entrada” para diversos acontecimentos que oferecem perigo para ela, tanto relacionados à saúde, quanto à violência.

Portanto, com o objetivo de resguardar a população brasileira e evitar o abuso de álcool pelos consumidores, cabe ao Ministério da Cidadania evitar que sejam difundidas na mídia apologias ao uso excessivo da droga, através da parceria público-privada para a orientação das plataformas em relação à gravidade da sua influência sobre a sociedade, para que os estímulos negativos sejam diminuídos. Além disso, é preciso que as Secretarias de Saúde em parceria com as emissoras de televisão concientizem a população sobre os riscos do abuso da substância, por meio de encontros quinzenais com profissionais da área de saúde, a fim de reduzir as fatalidades decorrentes dessa prática.