O abuso de álcool na sociedade brasileira

Enviada em 27/08/2021

A produção musical, “100% muito louco”, do cantor Weslley Safadão, banaliza o abuso de álcool na sociedade brasileira ao dizer: “10% de red bull, 10% de água de coco, 80% de uísque, to 100% muito louco”. Fora das estrofes, a omissão dos transtornos causados pelo consumo exagerado desse mal pode ocasionar problemas pessoais e sociais. Desse modo, cabe analisar os maléficios decorrente do uso abusivo de bebidas alcoólicas, como também, a influência da simbologia dessa droga para a sociedade.

Primeiramente, o uso excessivo de álcool no organismo pode produzir danos físicos e mentais a saúde, mesmo na ausência de dependência. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 15 a 40% da população do Brasil é afetada pelo abuso e uso arriscado de bebidas alcoólicas. No entanto, essas pessoas aumentam as chances de desencandearem problemas de saúde, como acidentes, lesões, aumento da pressão arterial, doenças do fígado, câncer, bem como violência, problemas legais e sociais. Portanto, cabe ao indivíduo se precaver a respeito do uso constante dessa droga, pois além de todos os maléficios anteriormente citados esta prática pode levar a dependência.

Outrossim, são expostas diversas propagandas estereotipando vidas, corpos, sensações perfeitas relacionadas ao consumo de álcool, com intuito de persuadir as pessoas a utilizar tal produto. Segundo, o filósofo inglês, Thomas Robbes, “O homem é o lobo do homem”. Fazendo uma analogia com o exposto, nota-se a hipocrísia midiática que mesmo sabendo o mal subsequente do uso exacerbado de álcool segue a incentivar o “homem” a consumir determinada mercadoria sem qualquer contraindicação.

Portanto, é indescrítivel a necessidade de minorar o abuso de álcool na sociedade brasileira. Dessa forma, cabe a OMS junto a mídia criarem campanhas conscientes capazes de apontar todos os riscos decorrentes do consumo exagerado dessa droga lícita, por meio de anúncios publicitários e palestras educativas, para que os cidadãos façam uso inteligente do produto. E assim, todos consumirão os produtos e continuarão “100% muito saudáveis”.