O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 30/08/2021
Durante os ‘‘Bacanais’’ dos romanos havia o abuso de álcool pelos cidadãos como uma forma de homenagem ao deus Dionísio, já que este era ligado à vida boêmia. Saindo da vertente histórica, nota-se que, assim como demonstrado na cultura da Roma Antiga, muitas pessoas são reféns de bebidas alcoólicas nos dias atuais, o que pode causar graves consequências para os usuários. A partir desse viés, é válido analisar os riscos de saúde que esse tipo de comportamento representa, bem como a falta de diálogo das instituições com as novas gerações sobre tal problemática.
Deve-se pontuar, de início, que os riscos de saúde são possíveis, mesmo que a ingestão de álcool seja mínima.Isso porque a droga lícita, ingerida de forma crônica, desencadeia alterações no organismo que podem colocar a vida do usuário em perigo e provocam doenças como: hipertensão arterial, cirrose e hepatites.Tomando como base tal fato, de acordo com o filósofo racionalista Hegel, a razão é a questão que rege o mundo desde a época moderna. Todavia, verifica-se uma situação de irracionalidade na questão do abuso de bebidas, que tem como base uma forte influência de um pensamento irracional. Desse modo, sem a presença de uma lógica que permita tomar decisões de bom senso, sobre o controle de tais ‘‘refrescos’’, o indivíduo poderá arcar com efeitos negativos sobre a sua sanidade.
Além do mais, ressalta-se que a falta de debate nas instituições escolares também configura-se como um grande impasse para a resolução do problema. Isso se deve a uma lacuna no que se refere à tal questão, a qual ainda é muito silenciada nas escolas, por exemplo, o que faz com que ela seja perpetuada pelas novas gerações. Nesse sentido, a tese de ‘‘Ação Comunicativa’’ do sociólogo Jürgen Habermas defende que a linguagem é uma verdadeira forma de ação para resolver problemáticas, bem como o uso deliberado do álcool.Todavia, percebe-se que a falta de um diálogo amplo e massivo sobre o empecilho faz com que sua resolução seja impedida.
É mister, portanto, afirmar que tal postura deve ser resolvida. Dessa forma, é necessário que o Ministério da Saúde, pela sua responsabilidade com a sanidade cidadã, em parceria com a mídia socialmente engajada, promova campanhas informativas sobre os riscos do abuso de bebidas alcoólicas na sociedade, por intermédio de meios de amplo alcance, como televisão e redes sociais , a fim de deixar a população esclarecida e conter o seu consumo desenfreado. Ademais, o Ministério da Educação, pela sua capacidade de formação social, em parceria com as escolas públicas e privadas, deve promover debates em sala para dialogar com as novas gerações sobre a problemática, com profisssionais da área de saúde, como cardiologistas, por meio de temas transversais, com o fito de eliminar tal postura irracional. Finalmente, os ‘‘bacanais’’ atuais poderão ser superados.