O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 28/08/2021
Ao afirmar na sua canção “Não devo nada a ninguém”, o cantor e compositor pernambucano Conde faz um feliz ressalte acerca de sua liberdade na ingestão de drogas lícitas. Entretanto, apesar de ser um motivo para se comemorar, a má administração no consumo dessas substâncias, principalmente do álcool, traz uma série de prejuízos à saúde do indivíduo, podendo até mesmo afetar os seus próximos. Desse modo, faz-se de forma urgente a análise dos fatores que contribuem com esse quadro.
Em primeira análise, convém ressaltar que a facilidade de comércio das bebidas alcóolicas é um dos fatores primordiais no agravamento de casos de abuso da substância na sociedade brasileira. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), jovens acima de 15 anos aparecem cada vez mais na lista dos consumidores alcóolicos desde 2017, provando a insuficiência das leis atualmente em vigor que visam a proibição da venda do álcool para esse grupo que não administra tranquilamente essa perigosa ingestão. Sendo assim, é inaceitável que essa incapacidade legislativa insista em persistir em pleno século XXI.
Ademais, vale enfatizar o abuso do álcool como uma alternativa de esquecer os problemas cotidianos que assolam a vida do cidadão brasileiro. Para Platão, filósofo da Antiguidade grega, “O vinho estimula e aumenta o prazer, a dor, o amor e a paixão”. A relação da bebida alcóolica com a dor aumenta exponencialmente, já que a melhor forma de se enfrentar uma adversidade na visão do consumidor é o consumo descontrolado da substância alcóolica, que pode lhe causar diversos problemas de saúde como a cirrose, a diminuição da libido, problemas no fígado, fora os acidentes de trânsito quando seu uso é feito por motoristas. Portanto, enquanto ações interventivas não forem colocadas em prática, o problema permanecerá em todo o Brasil.
Depreende-se, assim, a necessidade de combater essas adversidades. Para isso, cabe ao Governo aumentar os impostos sobre as bebidas alcóolicas e aumente o número de campanhas que banalizem o consumo da substância no cotidiano, tornando-a menos acessível para os jovens e mais coerente a sua não utilização de forma precoce, evitando os casos de abuso. Paralelamente, é imprescindível que o Poder Legislativo, por meio do aperfeiçoamento das leis atuais, aumente a pena para aquele que facilitar a venda do álcool para menores de 18 anos, tornando o comércio mais justo e o uso feito de forma mais moderada. Logo, se consolidará uma sociedade mais sóbria e consciente, onde a liberdade para a ingestão das drogas lícitas será entonada ainda mais alto ao escutar as músicas de Conde.