O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 03/09/2021
Na série “Lúcifer”, produzida pela Netflix, é possível notar a dependência de Lúcifer nas bebidas alcoólicas quando acontece algo de ruim, ou até mesmo, algo de bom. Por ele ser dono da “Lux”, boate noturna, acaba encontrando uma disponibilidade maior de consumir essas bebidas. Analogamente, nota-se o abuso do álcool enraizado em nossa sociedade, no qual muitas vezes passam dos limites e cometem infrações graves. Com isso, vale atentar-se à população jovem e as consequências por trás desse consumo desenfreado.
A princípio, é evidente o consumo precoce dessas substâncias lícitas. Nesse viés, segundo o IBGE, cerca de 26% dos jovens entre 15 e 19 anos bebem ao menos uma dose por mês. Tais dados são influenciados pela mídia, o que a cada dia passa a normalizar essa situação e acaba engajando alguns vídeos que se tornam “trend”, fazendo com que quem não participe se torne isolado e excluído do grupo. Ainda, sabe-se que os adolescentes são influenciáveis facilmente, por estarem em formação intelectual e social, então, enquanto se observar esse impulso da mídia os casos não irão diminuir. Em virtude disso, o uso exagerado torna-se gatilho para inúmeros distúrbios. Consoante à Teoria do Habitus elaborada pelo sociólogo Pierre Bourdieu, a sociedade possui padrões que são impostos, naturalizados e, posteriormente, reproduzidos pelos indivíduos. Nessa perspectiva, esses hábitos acabam sendo porta de entrada para a dependência química não só do álcool, mas também, de outras substâncias lícitas e ilícitas. Tal dependência gera inúmeras consequências, tais como ansiedade, depressão, cirrose e principalmente, o sofrimento da família. Assim, somando todos estes fatores, acontece um inchaço no sistema único de saúde.
Entende-se, portanto, que o uso excessivo de álcool é um problema e precisa ser debatido. Para isso, o Ministério da Cidadania, em conjunto com a mídia, deve criar campanhas publicitárias através das redes sociais para incentivar a diminuição do uso. Além disso, pode-se chamar influenciadores para criar “trends”, principalmente no Tik Tok, e disseminar hábitos mais saudáveis entre os usuários. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Saúde ampliar os seus atendimentos e oferecer ajuda aos dependentes. Espera-se, com essa ação, uma queda nas porcentagens e um retrato diferente do observado em Lúcifer.