O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 16/09/2021
O alcoolismo é uma doença grave e se caracteriza pela dependência física e emocional do indivíduo por bebidas que contêm álcool. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 10% da população brasileira é acometida por essa patologia. Essa conjuntura tem como ensejo a falta de moderação dos consumidores e a negligência governamental.
Nesse contexto, é válido ressaltar que parte da sociedade possui o hábito de consumir o álcool de forma regular e com o intuito de aliviar rotinas estressantes. Contudo, segundo a OMS, essa prática é altamente prejudicial, uma vez que gera dependência e desencadeia inúmeras enfermidades físicas, como problemas cardíacos, hepáticos, renais, distúrbios neurológicos e câncer. Além disso, também de acordo com essa instituição, 15% das mortes por acidentes de trânsito são ocasionadas pelo consumo de álcool atrelado ao volante, já que o álcool diminui os reflexos e compromete o desenvolvimento motor. Ora, é notório o quanto esse costume é um problema grave e provoca impactos individuais e sociais.
Outrossim, é preciso pontuar que a Constituição Cidadã, promulgada em 1988, prevê o direito à vida e à saúde a todos os brasileiros. Porém, essa premissa constitucional não é valorizada pelo governo federal, haja vista que, segundo o IBGE, cerca de 16 mil pessoas morrem vítimas do alcoolismo anualmente no país. Ademais, é possível relacionar essa situação com a tese da “Cidadania de Papel”, de Gilberto Dimenstein, a qual afirma que existe direitos na teoria (Constituição), os quais não ocorrem, de fato, na prática, uma vez que parte da população - os dependentes do álcool- não são contemplados por esse direito constitucional.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas de controle que revertam essa situação. Assim, o governo federal deve, por meio de verbas oriundas do tesouro nacional, e em parceria com o Ministério da Cidadania, criar campanhas publicitárias, divulgadas em redes sociais, jornais e revistas, ministradas por médicos e com o objetivo de alertar a população a respeito dos malefícios provocados pelo álcool. Além disso, o Ministério da Educação deve, em parceria com as escolas, criar debates que orientem e informem os estudantes a respeito dos ricos e consequências provocadas por essa substância química, a fim de erradicar o alcoolismo da sociedade brasileira. Assim, a porcentagem de brasileiros acometidos por essa doença será minimizada.