O abuso de álcool na sociedade brasileira

Enviada em 21/09/2021

Na sociedade moderna, é fato que o combate ineficiente à imoderação no consumo de álcool acarreta empecilhos no cenário atual brasileiro. Nesse viés, o mal em questão perpetua-se em virtude da facilidade que menores de idade têm na compra do álcool, haja vista que a proibição para esse grupo não se reverbera com ênfase na prática. Logo, a inobservância do Estado em relação a esse fato e a ausência do senso crítico da população atuam como agravantes da situação.

Nessa perspectiva, observa-se a negligência governamental quanto à prevenção desse acontecimento. Conforme o filósofo Thomas Hobbes, os homens, em seu estado de natureza, não são capazes de estabelecer uma ordem social, por isso é imprescindível a existência de um contrato social, que norteie as ações humanas para a harmonia. No Brasil, é possível observar uma desordem a partir do consumo indevido do álcool precocemente, apesar da existência do contrato social que o proíbe, o obscurantismo quanto ao monitoramento desse crime, especialmente nos municípios interioranos, corrobora para que a juventude brasileira não preserve sua integridade física e mental, perturbando, assim, o bem-estar social.

Outro fator a ser analisado, ainda, é a desatenção do povo brasileiro para coma as consequências que podem surgir. Partindo desse pressuposto, cabe citar a série chamada “Breaking Bad”, que retrata dois sócios no tráfico de metanfetamina e um deles - Jesse Pinkman - inicia a comercialização da droga em festas populares. Dessa forma, percebe-se que tal acontecimento assemelha-se à comercialização de álcool no Brasil, a partir da facilidade de obtenção, sem considerar os inúmeros agravantes à saúde, bem como intoxicação, raciocínio lento e dependência química, o que comprova a urgência da conscientização dos cidadãos brasileiros.

Portanto, esse grave problema social requer intervenção imediata. Para tanto, o Ministério da Saúde deve elaborar e divulgar um projeto nas redes de televisão aberta e nas mídias sociais, que atuam como formadoras de opinião no contexto da modernidade, a partir do encontro de médicos e advogados, em que disponibilizem um conjunto de advertências e de orientações sobre consequências iminentes, objetivando construir o senso crítico e “blindar” os indivíduos quanto ao uso desse entorpecente. Ademais, as prefeituras devem empregar mais policiais militares para que haja a devida fiscalização de irregularidades quanto à comercialização de álcool, nesse caso, nos estabelecimentos, principalmente nas cidades interioranas. Ao efetivar essas ações, será possível uma aproximação do contrato social definido por Hobbes.