O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 04/11/2021
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os cidadãos o direito à saúde e à equidade constitucional. No entanto, o desdém governamental e o alcoolismo, no Brasil, impedem que os brasileiros usufruam das prerrogativas supracitadas. Nesse sentido, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes para difundir as diretrizes da Constituição e combater o uso abusivo do álcool.
Nesse contexto, é indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a deficiência de incentivos governamentais, no que concerne à criação de programas de apoio às pessoas que sofrem com o álcool, rompe essa harmonia. À vista disso, embora esteja na Constituição o princípio da isonomia, na qual deve ser assegurada a igualdade e a integração social, o governo ainda negligencia a aquisição dos direitos básicos, bem como a execução de projetos que colaborem com a conscientização acerca dos malefícios decorrentes do uso desenfreado dessa substância.
Ademais, destaca-se o vício por bebidas alcoólicas como fator impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira de agir e de pensar dotada de um viés coercitivo, generalista e exterior. Seguindo esse raciocínio, observa-se que o cenário de ascensão do alcoolismo se encaixa na teoria do sociólogo, uma vez que, se uma criança vive em uma família com esse comportamento, tende a adotá-lo por conta da vivência em grupo. Em virtude disso, há o reflexo na esfera social, ao passo que depaupera o progresso do Objetivo de Desenvolvimento Social, número três, que se refere ao compromisso garantir saúde e bem-estar e, assim, os índices de doenças (câncer etc.) provenientes desse uso em excesso serão deflagrados.
Diante disso, portanto, percebe-se que ainda existem entraves para romper o imbróglio acerca do uso abusivo do álcool. Dessa forma, faz-se necessário que a ONU, em parceria com o governo, crie, por via de processo seletivo, uma comissão com profissionais capacitados (advogados etc.), com o propósito de buscar, diante dos governantes, a construção de instituições eficazes que promovam a elaboração de programas de apoio às pessoas que sofrem com o alcoolismo, a fim de garantir o bem-estar a elas. Outrossim, a ONU deve, por intermédio de verbas públicas, investir em projetos de debate sobre o vício pelas bebidas, com o objetivo de aumentar o engajamento público e privado na conscientização e, com isso, proporcionar saúde e qualidade de vida aos indivíduos.