O abuso de álcool na sociedade brasileira

Enviada em 23/02/2022

O filósofo grego Aristóteles, criou a “Doutrina do meio-termo”, fundamentada, sucintamente, pela ideia da busca do equilíbrio para viver em um estado satisfatório na sociedade, uma vez que os extremos se tornam vícios. Em consonância com a realidade do pensamento, está o abuso de álcool no meio social brasileiro, sendo, em geral, normalizado entre os indivíduos e ignorado pelo governo, mesmo trazendo riscos a saúde.

Em primeiro plano, vale ressaltar que, de acordo com o Cisa (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool), o consumo excessivo de tal substância pode enfraquecer o sistema imunológico, aumentando o risco de contrair doenças. Sendo assim, a negligência do Estado brasileiro, em desencorajar o uso de tais bebidas, coloca em risco o bem-estar dos que praticam esse ato e, até mesmo, dos demais cidadãos, por viverem em um âmbito social que romantiza o alcoolismo.

Outrossim, a banalização de propagandas com álcool, transmitidas pela mídia, cotidianamente, causa a normalidade do uso entre os indivíduos. Além disso, pode influenciar adolescentes e crianças a quererem consumir, uma vez que os comerciais não tem restrição de idade para serem assistidos. Enquanto isso, o Estado se mantém silenciado para não prejudicar, economicamente, as indústrias de bebidas.

É necessário, portanto, a capacitação dos órgãos estatais, com o fito de propagar informações sobre os problemas que as bebidas podem causar, utilizando os meios tecnológicos para minimizar a romantização do alcoolismo no corpo social. Ademais, é de responsabilidade do ministério a contratação, em maior número, de psicólogos e médicos no Sistema Único de Saúde, a fim de auxiliarem na saída desse vício aos que necessitam. A partir dessas ações, espera-se que diminua o excesso do consumo de álcool no Brasil e melhore a saúde da população.