O abuso de álcool na sociedade brasileira

Enviada em 18/05/2022

O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à questão do alto consumo de bebidas alcóolicas no Brasil. Dessa forma, observa-se que o entrave reflete em um cenário desafiador, seja em virtude da formação familiar, seja pela busca de prazeres instantâneos.

Sob esse viés, pode-se apontar que a construção doméstica esteja entre as causas do problema. De acordo com o sociólogo Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Por essa ótica, a problemática da excessiva ingestão de drogas lícitas como o alcóol apresenta-se de como um comportamento hereditário, o que dificulta sua solução por forças externas, já que, infelizmente, o obstáculo encontra-se dentro das casas das pessoas brasileiras e estende-se por uma longa linha do tempo.

Além disso, outro ponto relevante é que a procura por desenfados imediatos torna o entrave ainda mais grave. De acordo com o Hedonismo, filosofia grega, o prazer é o bem supremo da vida. Nessa perspectiva, a busca por prazeres prontos carazteriza-se como um agravador na questão do abuso do álcool na civilização brasileira. Assim a falta de um planejamento racional e menos imediatista impede que a problemática seja resolvida, podendo, inclusive, trazer consequências que agravem mais a situação.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para tanto o Ministério da Educação, responsável pelo sistema educacional do país, deve criar ações que popularizem o efeito que os antepassados têm sobre a forma de pensar da sociedade atual, por meio de vídeos nas redes sociais sobre a responsabilidade e a importância que a família tem na formação de uma conduta coletiva e individual. Além disso, deve promover oficinas nas escolas com psicólogos e especialistas no assunto, tratando do planejamento na melhoria da qualidade de vida. Tudo isso com a finalidade de garantir que a sociedade esteja apta a escolher seu modo de agir, como afirma Sartre.