O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 13/07/2022
De acordo com a Organização Mundial de Saúde(OMS), o álcool é uma substância psicoativa com potencial de alterar as habilidades cognitivas e motoras de quem o consome. Consequentemente, conforme levantamentos feitos pelo Conselho Nacional de Trânsito(CONTRAN), o álcool é o principal responsável pela morte diária de milhares de brasileiros em território nacional nas rodovias e estradas. Nesse contexto, discute-se sobre o abuso de álcool e suas consequências na sociedade brasileira.
Em primeiro plano, vale destacar que o Brasil é um dos países mais alcoólicos do mundo. Taxado negativamente como “O país da cachaça”, a nação carrega o fardo de ter um dos piores índices de acidente de trânsito envolvendo bebida alcoólica, tornando necessária, em 2008, a implantação da Lei Seca, o que tornou a fiscalização rodoviária mais rigorosa e as punições mais severas. Todavia, o consumo dessa substância pela população em geral ainda é elevado, graças a um hormônio liberado pelo cérebro conhecido como dopamina, o qual eleva a sensação de prazer e propicia o vício. Dessa forma, o Brasil se tornou o país da cachaça.
Além disso, vale destacar outras consequências desse uso abusivo, especialmente as de âmbito social e as de saúde. Conforme a OMS, tais resultados podem envolver danos irreversíveis ao organismo como o câncer de garganta, a cirrose hepática, dependência química e depressão, além de impactos sociais como o aumento dos casos de violência doméstica e o consumo precoce por menores de idade. Dessa maneira, tornam-se viáveis uma reflexão acerca do uso indiscriminado de álcool e uma maior fiscalização governamental.
Destarte, cabe ao Governo Federal a adoção de medidas de conscientização e de incentivo ao consumo mais moderado e responsável pela população, tudo isso através de fiscalizações mais rigorosas em estabelecimentos comerciais de bebidas alcoólicas e em rodovias e estradas. Dessa forma, será possível combater o uso abusivo de álcool e, consequentemente, diminuir as suas consequências no organismo humano, no deslocamento rodoviário e no meio social brasileiro.