O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 30/07/2023
Aristóteles defendia que viver com virtudes é ter uma vida equilibrada e distante de vícios. Contudo, tal harmonia não representa grande parte da sociedade brasileira, uma vez que a ingesta abusiva de bebida álcoolica persiste no país. Esse cenário impacta a realidade de muitas pessoas e é ocasionado pela normalização desse comportamento tanto pela influência familiar quanto pela má difusão midiática.
Sob tal ótica, os hábitos familiares representam um complexo dificultador no combate ao abuso de álcool na nação. De acordo com Talcott parsons, a família representa um molde para a formação de personalidades. Nesse contexto, nota-se que o consumo exagerado de cervejas, enquanto costume parental, propaga-se de forma geracional, visto que o indivíduo tende a reproduzir esse problema, já que banaliza a utilização exacerbada dessa substância devido à convivência com seus parentes que são alcoólatras. Desse modo, urgem ações para reverter o quadro presente no cotidiano de parcela significativa do corpo social.
Além disso, a propagação imagética do meio midiático também é um óbice para a superação desse excesso. Segundo Émille Durkheim, os fatos sociais são externos, generalizados, coercitivos e determinam o modo de agir individual para a aceitação na coletividade. Nesse viés, a associação da socialização e dos momentos de lazer com a ingestão de bebidas, que é veiculada pela mídia, reforça o exagero do ato de beber, o que consagra essa ação como cultural e estimula os indivíduos a agirem dessa forma em suas relações em busca da aprovação do coletivo. Dessarte, são necessárias intervenções para romper com esse paradigma.
Portanto, medidas precisam ser tomadas para garantir a extinção do problema supracitado. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável pelo ensino brasileiro, criar um programa de conscientização junto às escolas, por meio de palestras para toda a comunidade escolar, com o fito de esclarecer o malefício da postura inadequada diante do consumo alcoólico e de retirar a banalização do uso desse líquido. Assim, tal atitude será o primeiro passo em direção ao distanciamento dos vícios e à vida equlibrada defendida por Aristóteles.