O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 24/08/2023
De acordo com o filósofo Byung-Chul Han, em seu livro “A sociedade do cansaço”, é evidenciado como os indivíduos são pressionados em serem os mais produtivos possíveis na sociedade capitalista, causando diversos problemas, como o abuso do álcool. De maneira análoga, é evidente que o uso excessivo de álcool é um problema na sociedade brasileira e deve ser combatido. Nesse sentido, a negligência governamental e a banalização do consumo de bebidas agravam essa situação.
Nessa perspectiva, é válido destacar que a pouca atuação do Estado colabora com esse cenário. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política tem como objetivo preservar a integração entre os indivíduos da sociedade. Contudo, na prática o governo não cumpre seu papel de fiscalizar e criar campanhas com o objetivo de diminuir o consumo exacerbado de álcool no país. Isso ocorre, pois, para a grande maioria das pessoas, o abuso de bebidas é algo normal e não causa tantos problemas. Porém, de acordo com a OMS, mais de três milhões de pessoas morrem por ano devido ao álcool, logo é um problema a ser combatido.
Além disso, a banalização do álcool contribue com essa temática. “O mais escandaloso dos escandalos é que nos habituamos a eles”. A afirmação atribuída à filósofa Simone de Beauvoair, pode ser facilmente aplicada ao abuso do álcool na sociedade brasileira, já que por mais escandalosa essa problemática, é o fato de a população se habituar a ela. Ademais, principalmente entre os mais jovens, o abuso de bebidas alcóolicas é estimulado e utilizado com meio de socialização, logo é uma maneira de se inserir naquele grupo.
Portanto, ao analisar a negligência governamental e a banalização do álcool, pode-se perceber que elas dificultam a erradicação do problema. Em virtude disso, o Ministério da Educação junto às escolas devem divulgar informações sobre os riscos do uso de álcool, através de mídias sociais, como Youtube e Instagram, com o objetivo de diminuir essa problemática. Dessa forma, o país poderia superar o problema e as válvulas de escape, relatadas no livro “A sociedade do cansaço”, ficarão apenas na literatura.