O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil
Enviada em 04/01/2021
Ao abordar uma sociedade distópica, o filme “1984” demonstra as consequências negativas da supressão de direitos básicos como: liberdade e igualdade, em prol do estabelecimento de um governo autoritário. Fora das telas, sabe-se que, no Brasil, tais direitos encontram-se exíguos em função da caracterização do abuso de poder e de autoridade como desafio inerente. Isso se deve não somente pela postura negligente do Estado perante a concentração desigual de poder, mas também pela inclinação social dedicada à interesses individuais.
Em primeira análise, deve-se salientar a ausência de medidas governamentais para combater a concentração desigual de poder. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir a coesão e a organização social. Nesse sentido, constata-se que tal postura omissa favorece diretamente a desigualdade, refletindo de forma negativa na sociedade brasileira e, portanto, contrariando o preceito citado por Hobbes.
Ademais, é válido ressaltar inclinação social dedicada à interesses sociais como agravante do problema. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, a ausência das atitudes éticas e morais deriva-se de uma “Modernidade Líquida”, constituída pela sobreposição da individualidade em detrimento do coletivo. Diante de tal afirmação, evidencia-se que tal panorama caótico ratifique uma tendência autoritária não apenas por parte do governo, como também por parte da população.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para à resolução do problema. Deve-se então, por meio de uma campanha publicitária elaborada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ministrada em redes sociais como: “Instagram” e “Facebook”, garantir a participação efetiva do Estado e a propagação de interesses coletivos, a fim de sanar o abuso de poder e de autoridade. Espera-se que com tal medida, entraves sejam superados e sociedades distópicas como a do filme “1984” sejam evitadas.