O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil

Enviada em 04/01/2021

Fica evidente a necessidade de se discutir sobre a questão do abuso de autoridade no Brasil. Embora diversos avanços sejam perceptíveis na sociedade, ainda há diversas lacunas no que se refere à petulância de poder. Nesse sentido, consoante ao filósofo Confúcio, “não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”. Diante disso, vale salientar que tal problemática é conduzida, sobretudo, pelo déficit educacional, somado à insuficiência governamental.

Em primeira análise, é notório que a educação é um fator determinante na economia de um país. Nesse prisma, seria lógico pensar que o Brasil possui um sistema educacional eficiente, porém a realidade é totalmente o oposto. Sob essa óptica, essa falha educativa reflete diretamente no desrespeito de leis e abusos cometidos por cidadãos que, acreditam na existência de uma “hierarquia social” e, em consequência disso, sabotam seus considerados ‘‘inferiores’’, por pressuporem que são superiores, ora por serem mais famosos, ora por ocuparem cargos valorizados socialmente, por exemplo. Nessa lógica, conforme o filósofo Immanuel Kant, " O homem é o que a educação faz dele". Logo, para resolver esse óbice, são necessárias melhorias no sistema de educação.

Ademais, convém ressaltar que a ineficácia estatal é impulsionadora dessa vicissitude. Nesse viés, convém pontuar que a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante, a todos, o direito à segurança e bem-estar social. Contudo, o governo vai contra esse discurso, visto que a ausência de políticas públicas e a falta de aplicações de leis contra opressões autoritárias, já existentes, se desdobram na perpetuação desses atos de arrogância. Desse modo, em virtude dos fatos citados, são imprescindíveis medidas para resolução desse impasse.

Portanto, urge ao governo federal, mediante ao Ministério da Educação, promover a inclusão de disciplinas, como ética e moral, na grande curricular escolar, a fim de orientar a população a não cometer atitudes impróprias relacionadas à posição de privilégio. Outrossim, o Ministério da Justiça, por meio do poder legislativo, deve articular e aprimorar a aplicação de leis contra o abuso de autoridade que já existem, com o objetivo de punir os indivíduos que praticam essas ações inconvenientes. Dessa maneira, o problema seria resolvido de maneira eficaz e democrática, contribuindo, assim, para o bem da nação.