O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil
Enviada em 05/01/2021
O livro “Vidas Secas” de Graciliano Ramos traz um capítulo denominado “soldado amarelo”, o qual relata um caso de abuso de poder por um policial que incrimina injustamente o protagonista, um homem pobre e sem direito amplo de defesa. Embora a obra seja ficcional,infelizmente, há diversos casos semelhantes na realidade brasileira. Com isso, há humilhação e sofrimento por parte das vítimas. Destarte, é fundamental que a população engajada com a causa adote uma ação para mudar a problemática.
Segundo Machado de Assis, em sua obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas”,os homens naturalmente fixam-se na ponta do próprio nariz, que representa, de maneira figurada, a crença de superioridade de muitos indivíduos em relação a outros. Essa questão é evidente na contemporaniedade, por exemplo, no caso de um desembargador de são Paulo que, ao ser multado por um guarda civil ao andar sem máscara nas ruas em meio a pandemia ,em 2020,se referiu ao trabalhador como “analfabeto”.Fica nítido, que o abuso de poder e autoridade é marcado pela inferiorização de uma pessoa por parte de outro indivíduo que acredita ser superior pelo cargo de trabalho que ocupa, o que infelizmente, vai ao encontro da metáfora Machadiana.
Consequentemente, há prejuízos para a vítima que sofre com o abuso de poder. Tais sofrimentos vão desde danos psicológicos a físicos, que envolve, até mesmo, a retirada da vida de pessoas. Nesse cenário, é comum o abuso policial em relação a cidadãos negros, principalmente nas periferias brasileiras. Um exemplo é o caso do jovem João Pedro, ocorrido em 2020, no qual o menino de 14 anos foi morto a tiros dentro de caso no Rio de Janeiro em uma operação policial. Em síntese, assim como na ficção de Graciliano Ramos, a violência policial é uma grave questão, que representa, evidentemente, um abuso de poder por policiais no Brasil.
Portanto, a população engajada com a causa precisa protestar contra os diversos casos de abuso de poder e autoridade presentes no país. Isso deve ser feito por meio de passeatas nas ruas, com auxílio de cartazes, em que sejam exposta a insatisfação popular com os casos, como de João Pedro. Os movimentos podem ser inspirados nos movimentos que ocorreram nos Estados Unidos em 2020 após o assassinato injusto de George Floyd por um policial.Objetiva-se ameninar os abusos em pauta por parte de indivíduos que olham apenas para a ponta do próprio nariz.