O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil
Enviada em 05/01/2021
A análise da história brasileira após independência política em 1822 é permeada por centralização do poder nas mãos de reduzida aristocracia. No entanto, percebe-se a perpetuação de tais práticas, seja em regimes ditatoriais - Getúlio Vargas e ditadura de 1964/1985 - bem como depois da Constituição de 1988. Nesse viés, observa-se um grave problema de cunho político caracterizado pelo abuso de poder e do autoritarismo, que deve será analisado na esfera do poder público e da sociedade civil.
Primeiramente, observa-se o papel inadequado desempenhado por expressiva parcela dos políticos do Brasil. Prova disso reside na descoberta de grande esquema de corrupção, denominado de Lava Jato. Dessa forma, percebe-se a ausência de credibilidade para o grupo social que deve ser responsável em garantir os direitos dos cidadãos, respaldadas na Constituição Cidadã. Logo, pode-se ratificar uma vulnerabilidade e insegurança da população brasileira em termos representativos.
Por conseguinte, identificação-se posturas semelhantes de excesso de poder na população, que demonstração a instabilidade da própria sociedade no quesito de ética, da moral e da empatia. Dessa maneira, segundo a teoria do estado de natureza de Rousseau: o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe. De modo análogo a esse pensamento, pode-se mencionar a veracidade dessa afirmação, a partir da reflexão das condicionantes objetivas vigentes no setor público e privado. Assim, faz-se oportunidade de modificação desse forte entrave social, histórico e político.
Fica clara, portanto, a necessidade de mitigar esse elo de corrupção, autoritarismo e abuso de poder. Para isso, o Ministério Público e o Poder Judiciário devem maximizar a velocidade de julgamento das ações nessa temática, a partir de plantões administrativos - com frequência semanal - destinados a garantir a devida punição aos envolvidos, com o intuito de promover a ruptura do sentimento de impunidade. Ademais, a sociedade deve adotar posturas críticas e reflexivas no ato de votar.