O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil

Enviada em 06/01/2021

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Diretos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social. Entretanto, o grande número de casos de abuso de autoridade e poder, no Brasil, impossibilitam que parcela da população desfrute de seus direitos universais. Nessa lógica, esse empecilho ocorre, principalmente, devido à desigualdade social e ao déficit educacional existente no país. Nessa perspectiva, medidas são necessárias para solucionar o problema.

Primeiramente, é importante salientar os problemas que o abuso de autoridade pode causar, em uma sociedade desigual. Uma vez que, devido a grande quantidade de poder e privilégios concentrado na monarquia francesa, no século XVIII, junto ao grande vilipêndio pelos direitos das outras classes da sociedade, levou a população a se revoltar graças as péssimas condições de vida, causando o que foi chamado de Revolução Francesa. Nessa conjuntura, é racional presumir um cenário semelhante no país, visto que segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 70% dos brasileiros possuem sua renda abaixo da classe média.

É importante, ainda, evidenciar as maneiras que a ausência educacional pode impulsionar o problema. Posto que, diversas ocorrências de abuso de autoridade e poder ocorrem diariamente no país, principalmente, com relação a outras diferenças sociais preexistentes como o racismo, e a grande divergência de riqueza. Um exemplo disso, é o caso do homem branco e rico que humilhou entregador de comida por sua cor de pele, dizendo que ele possuía inveja dar cor dele e de seus bens. Nesse espectro, a educação pode ser utilizada para solucionar esse e diversos outros acontecimentos diários desse empecilho, dado que de acordo com Immanuel Kant, filósofo prussiano, “o homem é o que a educação faz dele”, enfatizando o grande poder e utilidade desse recurso.

Portanto, infere-se que medidas são necessárias para solucionar o empecilho. Por isso, cabe ao Ministério da Educação (MEC) diminuir os casos desses abusos, por meio de campanhas de igualdade e justiça em locais públicos, como escolas e universidades, impulsionando a nova geração a recusar e condenar esse tipo de pensamento. Além disso, cabe ao Poder Legislativo aumentar a punição sobre esses casos, através de leis mais severas e maneiras mais acessíveis de denunciar tal crime, a fim de que ele seja extinto da nossa sociedade. A partir dessas ações, espera-se gerar uma melhora no bem-estar da nação.