O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil

Enviada em 03/05/2021

De acordo com Simone de Beauvoir, filósofa francesa, o mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles. Frequêntemente, tal afirmação pode ser aplicada na realidade comtemporânea, conforme visto em situações de abuso de autoridade, que por ser algo tão rotineiro, nos acostumamos com essa problemática. Nesse sentido, tanto a marginalização da importância da escola na educação, quanto a negligência estatal, contribuem para a existência dessa violação.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a marginalização, de parte do corpo social, quanto á importância das escolas na formação de cidadãos. Pitágoras, filósofo grego, certa vez disse “eduquem as crianças e não será preciso castigar os homens”. Sob tal ótica, percebe-se que a educação recebida nas instituições possui papel fundamental na formação das pessoas, pois, uma vez bem educadas, não cometerão atos necessários de punição. Por analogia, o abuso de autoridade poderia ser controlado, em parte, caso as escolas cumprissem de forma afetiva suas atribuições, formando crianças e jovens de boa índole.

Ademais, é fundamental apontar a negligência estatal, já que não há medidas efetivas para o combate desse obstáculo. De acordo com Thomas Jefferson, terceiro presidente dos EUA, a aplicação das leis é mais importante que sua elaboração. Desse modo, mesmo com a existência de leis que repreendem os abusos de autoridade no Brasil, faz-se mister que a execução das cláusulas seja concreta, o que não é o observado no cotidiano. Sendo assim, algumas situações passam despercebidas diante dos olhos da justiça, além de que, alguns indivíduos dotados de certo poderio, se sentem confortáveis para praticarr tais atos ilícitos.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é de suma importância que os estabelecimentos de ensino, por intermédio das redes sociais e da mídia, dê início a campanhas de concientização da importância da mesma na preparação de cidadãos de bem, a fim de diminuir incidências de crimes, como por exemplo o abuso de autoridade. Paralelamente, é imperativo o poder Legislativo e Juduciário, criem mecânismos para efetivar, em todos os casos, as leis já existentes, para assim punir todos os infratores. Logo, será possível o início de uma sociedade mais educada e justa.