O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil
Enviada em 08/01/2021
No início da colonização, os portugueses dotados de etnocentrismo se autodeclararam superiores aos índios e negros e, assim, usaram a violência como forma de opressão. Diante desse contexto, se torna nítido que a origem das desigualdades de poder no Brasil hodierno é do período escravocrata. Com isso, surge a questão do abuso de poder, que persiste intrínseco à realidade, seja pela opressão das minorias ou pelo preconceito.
Em primeira análise, é válido salientar que as minorias, grupos marginalizados dentro da sociedade, são os alvos do abuso de poder no Brasil. Embora a Constituição Federal de 1988 assegure que, todos são iguais perante a lei e ninguém será submetido a tratamento desumano, a realidade ainda é utópica no século XXI. Assim, torna-se evidente a negligência do estado diante do abuso de poder, perpetuando uma sociedade culturalmente preconceituosa. Portanto, graves consequências são causadas às minorias, violência física e psicológica por exemplo, levando ao retrocesso dos direitos civis conquistados pelos cidadãos.
Em segunda análise, é indubitável que a educação precária que vigora no Brasil acarreta em indivíduos com uma cidadania passiva e acrítica. Nesse sentido, no livro “Vidas secas” de Graciliano Ramos, o protagonista Fabiano, desprovido de uma educação de qualidade, acabou sendo explorado por aqueles que tinham o conhecimento e, assim, praticaram o abuso de autoridade sobre o nordestino. Outrossim, as minorias desfavorecidas economicamente sofrem dessa realidade de forma silenciosa, visto que naturalizaram as opressões, pois desconhecem os direitos individuais.
Portanto, medidas são necessárias para mudar esse cenário. Para tanto, o Ministério da Educação deve promover a importância de conviver com o diferente, por meio do projeto “Você, ser humano”, nele serão promovidas palestras administradas por profissionais da área de psicologia que tratarão da necessidade do respeito e da isonomia na sociedade, essas serão destinadas aos pais e alunos das escolas de ensino fundamental e médio do país, a fim de que o abuso de poder seja uma mazela passada.