O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil
Enviada em 11/01/2021
O filme ‘’Cinquenta tons mais escuros’’ aborda a vida de Anastacia. Ao longo do filme, é mostrado que Jack, seu chefe, tenta abusar dela e ainda a chantageia para ter relações sexuais. Embora tal narrativa seja ficcional, a situação não se destoa da realidade do Brasil, visto que o abuso de poder é um impasse. Por sua vez, é possível destacar que a ignorância da sociedade e o condicionante cultural corroboram para problemática.
Em primeiro plano, é imperativo pontuar que não há distinção entre os indivíduos. Conforme prevê o artigo cinco da Constituição Federal de 1988, todos os cidadãos são iguais perante a lei. Nesse contexto, ressalta-se que independentemente da posição que um determinado ser ocupa, ele não está acima de outra pessoa e nem da lei. No entanto, é possível encontrar indivíduos com cargos altos, como juízes e desembargadores que acreditam que podem burlar a lei. Sendo assim, é preciso que o Estado esclareça a igualdade através de eventos.
Outrossim, cabe postular que parte do empecilho ocorre devido a questão cultural. Nesse sentido, é notório que existe estereótipos com quem cursa ensino superior, uma vez que essa pessoa deve ter uma vida de alto padrão e estabilidade financeira, cria-se a ideia que o cidadão é superior por estudar. Paralelamente, o sociólogo Jurgen Habermas declara que a comunidade depende das críticas as suas próprias tradições, isto é, é preciso que sejam criados hábitos e que não tenham mais estereótipos. Dessa forma, é necessário que a população descontrua esses tabus.
Portanto, é mister que o Poder Estatal tome providências capazes de atenuar o abuso de poder. Nessa perspectiva, cabe ao Ministério da Educação e Cultura (MEC), em parceria com o Poder Público, criar palestras socioeducativas, em locais públicos com advogados, para ensinar a comunidade como agir em situações de abuso e como denunciar, por meio de verbas da União, com o fito de alterar o paradigma social. Dessarte, espera-se, com essa medida, que o corpo social seja tratado com igualdade e respeito, e que casos como de Anastacia fiquem na ficção.