O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil

Enviada em 11/01/2021

No livro ‘‘A revolução dos bichos’’ é mostrado como o dono de uma fazenda faz-se autoritário perante seus animais, os desrespeitando e impondo suas vontades. Todavia, não é somente na ficção que pessoas abusam do poder que possuem, posto que, durante todo o imperialismo e, até mesmo nos dias atuais, diversas instâncias da sociedade apresentam indíviduos com essas características. Desse modo, ao analisar essas informações, cabe debater como a educação familiar, junto com o ato de valorizar algumas profissões e padrões estéticos em detrimento de outros contribuem com a persistência dessa mazela e como esse quadro pode ser revertido.

De início, deve-se destacar que, para o sociólogo Émile Durkheim, a família é a primeira instituição que realiza o processo de socialização (ação de insinar o que é correto e deve ser aceito pela sociedade). Porém, muitas vezes essa função não é cumprida de forma eficiente, haja vista que, de acordo com uma pesquisa do site G1, 12% das familias brasileiras apresentam um ou ambos os pais com características de pessoas autoritárias e que não possuem competência para educar seus filhos de forma adequada. Dessarte, está incompetência, na tarefa de educar sua filhos traz efeitos maléficos para eles, uma vez que, ao verem que seus progenitores não lhe darem exemplos de respeito e de igualdade perante os demais acabam os fazendo desconhecer essas virtudes.

Em segundo lugar, vale ressaltar que, segundo o filósofo Pierre Bourdieu, o capital social é a forma como determinadas pessoas são tratadas de maneira mais atenciosa que as outras por algum atributo valorizado pela sociedade. Outrossim, esse cenário se mostra congruente com nossa realidade, dado que, nesse ano de 2021 americanos brancos invadiram o congresso dos Estados Unidos e apenas 4 de centanas foram mortos, sendo que nenhum morreu por violência policial, diferente de Gorge Floyd, cidadão negro que foi morto por truculência militar mesmo já estando imobilizado. Dessa forma, o abuso de autoridade também se apresenta pela parcialidade da justiça, dado que, subverte direitos que deveriam ser universais a apenas um grupo seleto da população mundial.

Portanto, ao analisar esse quadro, cabe debater possíveis soluções para mitigar esse realidade. Para tanto, é dever do Ministério da Cidadania destinar verbas públicas para a criação de campanhas que mostrem os malefícios do autoritalismo familiar, por meio da apresentação de relatos de indivíduos que passaram por isso. Além disso, torna-se função do Ministério da Justiça fazer acordos com o poder  legislativo para que se crie leis menos excludentes e que imponham os mesmos direitos para todos os cidadãos independente das diferenças entre eles. Dessa maneira, será possível coibir o autoritarismo vindo da primeira instituição e do ambiente ulta privilegio que o Brasil e o mundo se ainda se encontra.