O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil

Enviada em 10/01/2021

Com a construção da tese de Darwin no século XIX, houve a tentativa de forçar os preceitos de sua tese no âmbito sociológico chamado de Darwinismo Social, que é uma maneira de um grupo de pessoas colocarem-se acima de outras por motivos preconceituosos. Analogamente, no Brasil, tal problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Assim, destaca-se a busca do homem em se sentir sempre superior ao outro, bem como tirar vantagens de suas posições, julgando-se acima da lei, como impulsionadores do problema.

Em primeira instância, é interessante salientar o que motiva o comportamento narcisista nessas pessoas. Para Sigmund Freud, criador da psicanálise, o ser humano tende a adquirir ações que vão lhe proporcionar prazer, sendo movido por elas. Sob essa ótica, o ato de subjugar os outros, atribuindo a si mesmo uma posição de superioridade, nada mais é que uma estratégia de obtenção de prazer que Freud conferiu à condição natural do homem. No entanto, tal prática denigre o bem-estar social, e deve ser fortemente repreendida, uma vez que de acordo com a Constituição de 1988 todos são iguais perante o Governo.

Em segunda instância, vale também destacar a imprescindibilidade de se acabar com o abuso de poder no Brasil. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, só o Estado tem a legitimidade de exercer a violência, com o propósito de cumprir o seu Contrato Social e manter a ordem. Sob esse viés, é notório casos de abusos no país. Um exemplo disso é a reportagem no “portal G1” do entregador da empresa “IFood”, que foi humilhado por outra pessoa sobre o pretexto de não ser capaz de conseguir a boa condição de vida que o agressor tinha, e, ainda, alegando ser intocável por ser rico. Desse modo, é imprescindível que o poder moderador mude esse cenário, e execute seu dever como proposto por Hobbes.

Urge, portanto, que ainda há entraves para a solidificação de políticas que visa propor um mundo melhor. Destarte, o Ministério da Educação deve instruir os estudantes sobre os conceitos de cidadania e seu lugar na sociedade. Ademais, cabe ao Governo Federal oferecer suporte jurídico às pessoas que foram vítimas do abuso de poder, para que não se sintam desestimulados em prosseguir na justiça por falta de condições. Desse jeito, por meio do encaminhamento de verba ao poder judiciário, com o uso da contratação de advogados que defenderão os interesses dos cidadãos. Assim sendo, a fim de evitar a difusão de conceitos que resultem em pensamentos retrógrados, como o Darwinismo Social.