O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil

Enviada em 10/01/2021

Desde o livro “Utopia”, escrita por Thomas More, entende-se que uma sociedade necessita de engajamento social e político para desenvolver-se. No entanto, quando se observa o abuso de poder no Brasil, verifica-se que esse ideal utópico é constatado na teoria e não na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse cenário, torna-se clara a falta de atitude do Estado, bem como a negligência e a compactuação da sociedade.

Em uma primeira análise, sob a ótica sociológica, a persistência da problemática no Brasil é intrinsecamente fomentada pela negligência e pela compactuação da sociedade que se omite diante de situações de práticas abusivas por parte de autoridades. Um exemplo disso é que há diversos casos de indivíduos “poderosos” que desrespeitam e oprimem outras pessoas com menos poder, devido à impunidade existente na justiça brasileira. Nesse sentido, o sociólogo Alemão Jurgen Habermas afirma que a sociedade depende da crítica às suas próprias convicções e comportamentos para que mudanças efeticas aconteçam.

Ademais, em um segundo plano, é inquestionável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam em harmonia para solucionar o problema. Tal fato se reflete na falta de leis mais rigorosas que punam severamente pessoas que cometerem esses atos abusivos, medida que deixaria a resolução do problema mais próxima, e, devido à má administração e fiscalização pública por parte dos gestores, isso não acontece.

Logo, é necessário que o governo elabore medidas que punam indivíduos que cometerem tal ato, por meio da criação de leis e de sua aplicação rigorosa, com o propósito de  acabar com a prática desse tipo atitude. Além disso, cabe às escolas informatizar e conscientizar as pessoas sobre a importância de respeitar o próximo, independentemente da classe social. Isso pode ser feito por meio de programas nas escolas e campanhas nos meios de comunicação, a fim de acabar com as práticas abusivas. Destarte, a realidade aproxima-se da teoria utópica e a sociedade desenvolve-se.