O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil
Enviada em 12/01/2021
No livro “A rainha vermelha” de Victoria Aveyard, é retratada uma distopia em que a classe dominante intitulada de “prateada” abusa de seus privilégios sobre a classe inferior, os “vermelhos”. Fora da ficção, a realidade brasileira assemelha-se com a narrativa, marcada pela relação de classes visível e pelo poder silenciador efetivado pela camada social privilegiada, a nação encontra-se em um estado de calamidade.
Inicialmente, é importante destacar que desde as civilizações antigas, como exemplo, Atenas e Esparta, existiam sólidas pirâmides sociais, nas quais a repressão e a força exercidas por uma camada enfraqueciam as demais. Sobre esta mesma ótica, o filósofo Karl Marx aborda o conceito da “mais-valia” em seu livro “Manifesto Comunista”, o qual consiste na divisão de classes pelo seu poder econômico, em que o proletariado trabalha mais horas por dia apenas para gerar lucro para seu patrão, o burguês.
Por conseguinte, no contexto nacional, o abuso de poder pode ser identificado em diferentes épocas, tendo como exemplo a ditadura militar que iniciou-se em 1964. Outrossim, nesse mesmo momento histórico, foi criado o Destacamento de Operações de Informação - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), órgão utilizado para legitimar a perseguição, tortura e morte de civis que eram contra o viés político e ideológico desse período.
Em suma, o abuso de autoridade no Brasil sempre fez-se presente, principalmente no âmbito político e social. Portanto, é de extrema importância que políticas públicas sejam criadas e efetivadas pelo governo brasileiro com o objetivo de freiar os privilégios de autoridades. Além do mais, levantas populares devem pressionar as figuras públicas com o intuito de manter a legitimidade de tais políticas, assim como em “A rainha vermelha”, que oficializou um grupo de resistência, a chamada “Guarda Escarlate”.