O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil
Enviada em 11/01/2021
Análogo à Primeira Lei de Newton, a Lei da inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em movimento até que uma força externa atue sobre ele, mudando seu percurso, o abuso de poder e autoridade é um problema que persiste intrinsecamente na realidade brasileira. Sendo assim, ao invés de existirem forças capazes de mudarem esse trajeto, o desconhecimento populacional acerca de seus direitos e a educação familiar inadequada agem em prol do impasse.
Diante desse cenário, cabe frisar que o Brasil encontra sua maior dificuldade com o desconhecimento populacional sobre seus direitos. Nesse sentido, de acordo com o filósofo Platão, em “O mito da caverna”, o conhecimento liberta o ser humano das amarras da sociedade. Sob essa ótica, o abuso de poder age acerca daqueles que não sabem que podem se defender, pois não conhecem seus direitos. Entretanto, há a Lei 13.869, a qual age punindo aqueles que excedem o poder. Todavia, a problemática supracitada ainda é maior, já que o obstáculo é maior que a solução. Dessa forma, vê-se a necessidade de reforços quanto ao conhecimento social sobre direitos civis.
Concomitantemente, cabe analisar que a família, enquanto responsável principal pela formação da criança, torna-se grande influência nesse setor. Nesse contexto, segundo o sociológo Émille Durkheim, a família é o setor primário para a socialização, responsável por atribuir valores socialmente aceitos. Desse modo, o desvio de poder representa uma conduta ensinada em âmbito familiar, o qual ensinou aos seus filhos noções de superioridade. Logo, faz-se necessária mudanças nos pensamentos daqueles que criarão a geração futura.
Portanto, é imprescindível adoção de medidas que resolvam o impasse. Posto isso, concerne ao Ministério da Educação incluir nas escolas debates educativos, por meio de reuniões bimestrais com pais e alunos, os quais trarão à tona, além da temática respeito e cidadania, alguns direitos civis básicos, incluindo a lei 13.869 que pune os abusadores de poder, a fim de armar a população com poderio educacional, além de formar novos pensamentos. Por conseguinte, criar-se-ão forças suficientemente capazes de mudarem esse trajeto.