O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil

Enviada em 12/01/2021

A frase dita, geralmente, pelo brasileiro classe-média: “você sabe com quem está falando?”, é carregada de elitismo e sensação de superioridade. Muitos são os casos de magistradores e de pessoas em postos de autoridade civil ou militar, que demonstram esse abuso de poder. Abusos de poder, podem ser estendidos na esfera de poder judicial, em ações que extrapolam sua jurisdição, como foi demonstrado pelo ex-juiz federal de 1ª instância, Sergio Moro, que realizou escuta ilegal de presidente e atuava em segredo com os procuradores e policiais federais.

No momento de emergência sanitária que o mundo vive, ainda existem pessoas que desconsideram os perigos da contaminação pelo vírus da covid-19. Uma das orientações é não se aglomerar e usar máscara em local público.

Houve dezenas de denuncias, feitas pelas emissoras regionais, sobre desacato a autoridade de fiscais (quando tentam autuar comércio que desrespeita as diretrizes contra a covid pelas prefeituras), como acato a guardas municipais. A sensação de superioridade por possuir um cargo de remuneração elevada, ou um cargo que é teoricamente de prestígio, faz com que muitos brasileiros utilizem a máxima: “Você sabe com quem está falando?”.

A questão de abuso de poder no Brasil parece estar associado culturalmente. Policiais abusando de pessoas pobres e negras nas periferias, juízes e procuradores constrangendo testemunhas e manipulando processos, médicos que se negam a realizar trabalho por motivação política, e demais casos menores. O respeito, a dignidade humana e a consciência social, ficam esquecidas nesse contexto.

Portanto,  para uma possível resolução desse problema secular brasileiro, há necessidade de investimento no aprendizado básico, pelo Ministério da Educação, auxiliados pelos estados e prefeituras. É necessário vincular mais conceitos humanitários, mais aulas de sociologia e filosofia. Maior conhecimento da exploração que o país sofreu em toda a sua história.