O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil
Enviada em 14/01/2021
De acordo com o matemático e teórico político Thomas Hobbes, é plausível que um grupo de seres humanos doem os seus direitos ao Estado a fim de que o mesmo forneça proteção a esses indivíduos. No entanto, a partir do momento em que a humanidade se submete a tal ato, uma concentração de poder e autoridade também é formada junto á suposta ‘‘ordem’’, o que acaba resultando em casos de abuso. Sabendo disso, é importante ressaltar que problemas relacionados ao mal uso do poder de determinados orgãos do estado não é restrito á época medieval de Hobbes, e está presente mais do que nunca no século XXI.
Primeiramente, um dos casos mais recentes de abuso de poder da atualidade, se localiza nos EUA, que sofreu recentemente com o ataque ao capitólio supostamente organizado pelo ex-presidente Trump. Logo, é possível constatar que mesmo que uma entidade não possua mais de forma legitma os direitos de exercer determinada autoridade, a própria influência do indivíduo na sociedade, já é o suficiente para causar o caos e a desordem a fim da tentativa de se auto beneficiar as custas de outras pessoas ‘‘governadas’’.
Outrossim, o Brasil não é uma exceção e também sofre com diferentes tipos de imoderação do poderio, podendo ser observados casos na polícia, governo, organizações, e empresas. Consoante a isso, o ano de 2020 foi ano record de denuncia referentes a força contra determinados grupos sociais de acordo com o site de notícias do G1, um exemplo disso foi o assassinato de João Alberto, que foi espancado até a morte por dois policiais no supermercado Carrefour de Porto Alegre. Sendo assim, torna-se visível que a presença desses atos degenerados afetam a todos de forma negativa, podendo ter efeitos agravados em ambientes de subordinação como por exemplo, ambientes de trabalho.
Destarte, faz se mister a moderação dos poderes sociais atribuidos por autoridades e reformulação das penalidades referentes ao uso inadequado de um determinado poder. Portanto o poder Judiciário em conjunto do poder Executivo, deve promover um setor de fácil acesso para pessoas que sofrerem tais abusos possam efetuar relatórios mais claros e com uma maior efetividade, tornando também mais severas as concequências que o abusador terá que arcar, como prisão determinada pelo juíz e até mesmo perda do cargo. Além disso, o poder Legislativo também deve ser encarregado de limitar poderes por meio de leis de controle, que serão responsáveis por monitorar a qualidade de gerenciamento de comércios. Ademais, cabe a população e trabalhadores se unirem para alertar ao governo sobre possíveis usos descriminados de autoridade nas cidades, bairros e moradias, com o intuito de garantir a segurança publica solidificar os direitos humanos dos brasileiros.