O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil

Enviada em 04/04/2021

O absolutismo foi um sistema que concentrava todo o poder na figura do rei, o que permeiou por séculos na história. Com isso, esse poder era comumente usado de forma extrapolada e abusiva. Entretanto, com o passar dos séculos, o abuso de poder e de autoridade ainda persiste no Brasil - e no mundo -, mesmo após medidas historicamente adotadas e a constante busca pela justiça social.

Primeiramente, vale citar o Estado Democrático de Direito como um sistema que busca equiparar os poderes, de modo que ninguém possua um poder absoluto. Contudo, quando se é analisado na prática, por meio da influência capitalista, indivíduos com grande poder aquisitivo são maioria em cargos de poder - ou vice-versa - sendo uma espécie de “neoabsolutismo” concentrado na elite brasileira. Isso faz com que, muitas vezes, essas pessoas sejam isentas de punições e, cada vez mais, utilize seu poder institucional de forma a ultrapassar o poder constitucional.

Além disso, a hierarquia social - resultado da hierarquia econômica - leva a própria sociedade a reproduzir - e aceitar - abusos de autoridade, como por exemplo o grande apoio popular às chacinas em favelas. Desse modo, como uma certa passividade da massa, esses abusos encontram sua terra fértil, tendo como base um discurso conservador e neofascista. Sob esse viés, cabe expor a ideia defendida por Martin Luther King, de que a injustiça em um lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar.

Sendo assim, faz-se importante que a sociedade se atente para o contexto político e sua influência nos abusos de poder. Portanto, figuras públicas - como Gabriela Prioli e Rita Von Hunty - devem ampliar seu discurso para além da internet, chegando à massa popular por meio de palestras e debates públicos. Assim, tendo como finalidade democratizar o conhecimento para que situações de abuso de autoridade sejam devidamente puníveis e não mais aceitas.