O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil

Enviada em 16/02/2021

Promulgada em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos estabelece para todo e qualquer indivíduo a liberdade de acesso à saúde, ao tratamento humanitário e sem distinções de qualquer natureza, à educação, entre outros. Conquanto, o Brasil apresenta um histórico de déficit educacional que permite a manipulação das massas, de forma a deturpar seus demais direitos em prol do interesse de autoridades do país, que abusam dos privilégios de suas posições e corrompem os alicerces da democracia.

A princípio, é interessante destacar as mudanças no sistema democrático que permitiram o surgimento das estratégias atuais para as conquistas de interesses da elite política. Ainda na Grécia Antiga, a democracia era realizada de forma direta e não havia representantes, ou seja, todas as decisões eram tomadas pelo povo. Sendo assim, as ações em função da massa equilibravam os desejos da maioria. Atualmente, não se votam em ideias, mas em figuras que ao deterem o poder podem ter suas promessas anuladas e, em conjunto com outras autoridades, realizar mudanças que só servirão a eles mesmos. Ainda que seja ilegal, a população não reconhece os direitos e deveres a serem cumpridos por eles ou outrem, em razão da falha educação pública, e há quem se beneficie disso.

Outrossim, diversos intelectuais já manisfestaram em suas obras a importância de uma instrução concreta e livre de interesses partidários para formação do cidadão pensante. A exemplo, George Orwell em seu livro “A Revolução dos Bichos” demonstra a facilidade de convencer os animais analfabetos de que as leis sempre foram as mesmas, quando, na verdade, eram alteradas de acordo com as mudanças de interesses dos representantes. Concomitantemente, no livro “1984”, Orwell critica a educação partidária que forma indivíduos fiéis a um partido, mas que não enxergam os erros desse governo e acabam aceitando tudo o que lhes é designado, mesmo que só seja benéfico a uma minoria. Assim, percebe-se que a educação tem um papel essencial na manutenção política.

Portanto, torna-se necessária a adoção de medidas que fortaleçam a consciência da população a respeito de seus direitos e deveres, assim como sua relação com o contexto histórico-social brasileiro. Tais ações, como a inclusão da educação cívica como disciplina obrigatória nas redes públicas e privadas de ensino, terão como objetivo instruir mais eficientemente a população, de forma a dificultar que sejam manipulados pela influência de partidos, pois dessa forma tornam-se conhecedores de seus direitos e deveres. Sendo assim, o Ministério da Educação será o encarregado por tais atualizações, por meio da preparação e seleção de profissionais capacitados para lecionar esse conteúdo de forma imparcial e concreta. Assim, caminha-se rumo a uma sociedade emancipada.