O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil
Enviada em 02/02/2021
Durante a Segunda Guerra Mundial, Adolf Hitler cometeu inúmeras atrocidades, as quais demonstraram o abuso de poder e autoridade presente em sua figura nacionalista. Nesse sentido, atualmente, nota-se essa herança totalitária presente na realidade brasileira, tal qual é resultado da ineficiência do sistema estudantil e, além disso, uma ameaça à democracia do país.
Primeiramente, segundo o educador Paulo Freire, a educação é um mecanismo de libertação diante às opressões sociais em que os indivíduos se encontram. No entanto, ao observar a ineficiência do sistema estudantil como extensão do autoritarismo no Brasil, evidencia-se um déficit na formação de cidadãos como seres sociais e responsáveis por uma coletividade. Assim, convencionam-se a necessidade de se tornarem superiores, o que influencia na escolha de profissões de status (como médicos e juízes), e adotam uma postura opressora e abusiva.
Ademais, de acordo com o filósofo Rousseau, “uma sociedade só é democrática quando não há ricos que possam comprar alguém e não há pobres que precisam se vender a alguém”. Analogamente ao pensamento iluminista, pode-se considerar que a democracia é ameaçada numa conjuntura de abuso de poder, uma vez que as instituições públicas são incapazes de garantir os direitos básicos e o respeito entre os indivíduos. Desse modo, o comportamento autoritário é alimentado diante uma certeza de impunidade, dado a fragilidade das leis jurídicas (as quais deveriam ser democráticas), como revela o caso do desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo que humilhou um guarda civil municipal, após ser multado por não usar máscara, num contexto de pandemia.
Portanto, o abuso de poder e autoridade no Brasil é um problema marcante na contemporaneidade. Sendo assim, cabe à mídia, detentora dos meios de comunicação em massa, mostrar as falhas do sistema estudantil para a formação cidadã e as constantes ameaças à democracia. Destarte, por meio de programas de televisão e seriados, a sociedade tornar-se-ia mais consciente e responsável pelas ações coletivas, impossibilitando atitudes totalitárias como no período nazista da Segunda Guerra.