O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil

Enviada em 03/02/2021

Submissos à alteridade

Com a República Oligárquica, servidores públicos legitimaram a fusão do público e privado. Relações interpessoais tornam-se meios para conquistar interreses políticos. Nesse sentido, o abuso de poder e de autoridade está intrínseco à cultura brasileira, pondo em risco funções sociais e a isonomia.

Partindo dessa perspectiva, tal quebra de barreiras, naturaliza a hierarquização de certas profissões. Na atualidade, a identidade do indivíduo baseia-se em seu ofício. Dar nomes para rostos desconhecidos é segundário em relação ao seu papel na sociedade. Isto propiciou a construção de aldeias: médicas, empregadas, juízes, desempregados. No entanto, a natureza tende a se dividir em cadeias alimentares, possuindo aqueles com maior visibilidade que outros. E esquecendo das relações interdependentes no organismo social, pois não há carnívoros sem produtores, e não há burguesia sem proletariado.

Ademais, tratamentos desiguais é a vida de contramão para a igualdade. A perpetuação desse hábito impede a desconstrução da imagem de colônia de exploração, de estar sempre submisso à algo ou alguém. Lutar pela prosperidade do Estado requer não apenas aumentar o seu PIB, mas aumentar o seu IDH. Logo, o título de país emergente estagnou-se devido à persistência nessa falta de equiparação, tanto econômica quanto social.

Em suma, a alteridade deve ser a base para a sociedade brasileira para evitar essa “superioridade”. Para isso, é necessário a reeducação das pessoas, pois as estruturas de poder estão presentes em todas as instituições socias: escola, família, trabalho. São falas, atitudes, valores que precisam passar por uma remodulação. Portanto, a harmonia depende da igualdade.