O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil

Enviada em 04/02/2021

Seguindo padrões de atitudes previstos a Séculos por Tomas Hobbes, filósofo e teórico, o ser humano tem se mostrado cada vez mais o lobo de si próprio em virtude de atitudes cada vez mais egoístas, subversivas, manipuladoras e individualistas em casos específicos. Confirmando tal afirmação, no Séc XXI casos de abuso de poder e autoridade estão em alta dentre as problemáticas vivenciadas pelo país. Indubitavelmente, cada vez mais as relações hierárquicas de poder, principalmente dentro dos meios de trabalho, têm se tornado antiéticas e normalizadas e em conjunto o preconceito socio-econômico e cultural tem se agravado, por consequência.

Convém ressaltar, como Karl Marx- um dos três grandes firmadores da sociologia- Elaborou em suas teorias o conceito das classes sociais e das disparidades econômicas e culturais existentes entre elas. Nesse aspecto, na contemporaneidade essas desiguldades têm se agravado. Nessa ótica, os detentores da maior parte da riqueza diversas vezes inferiorizam as classes mais baixas, acarretando casos de desrespeito a lei e aos direitos civis e sociais, e em vários casos essas infrações são burladas por acordos monetários com outros indivíduos de classe mais alta. Dessa forma, é consumado um ciclo de preconceito no qual a hierarquia é o critério, seja nos meios de trabalho, entre as classes ou entre as esferas da sociedade. Assim, os abusados tem sido oprimidos e os abusadores absolvidos.

Ademais, concordando parcialmente com as ideas de Tomas Hobbes, Zigmunt Bauman- filósofo e sociólogo polonês da modernidade- em suas teses chegou a conclusão que o ser humano tem se fragmentado, substituindo o coletivo pelo individualismo, em uma sociedade na qual as relações interpessoais são rasas e momentâneas. Nesse sentido, Pela prevalência do eu, a ideia de sobrepor os direitos do outro para benefício próprio se tornou um lema para diversas pessoas. Com isso, cegos pelo individualismo, tais indivíduos afirmam o preconceito como lei e se colocam em um patamar acima daqueles menos instruídos culturamente ou economicamente, acreditando-se no direito do abuso de poder. exemplificadamente, meios policiais, jurídicos e estudantis sofrem frequentemente essas ações.

Infere-se, portando, que na sociedade contemporânea sentimentos individualistas e egoístas têm se mostrado na forma de relações abusivas do poder hierárquico e do preconceito entre as classes. Posto isto, cabe ao Governo federal e ao Ministério da justiça- responsável  pela defesa das garantias constitucionais-  atribuirem maior penalidade em cima de atitudes antiéticas que desrespeitem o limite das forças de poder, e aumentem a fiscalização nos meios em que essas infrações ocorrem com maior incidência; por meio de decretos estaduais e federais divulgados em larga escala conscientizando os infratores das penalidades, com o intuito de garantir o respeito mútuo. Revertendo, assim, esse quadro.