O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil
Enviada em 25/03/2021
Autoridade e não autoritarismo.
No clássico Segundo Tratado sobre o Governo (um dos grande clássicos da Filosofia Política), John Locke sustenta que em um pacto social entre os governantes e o povo, o Estado deve ter em vista o bem-comum. Entretanto, no Brasil hordierno, nos deparamos com o bem individual incompatível com o bem-comum. Dessa forma, governantes autoritárias afetam o desenvolvimento do país e cidadão brasileiro.
Em primeiro lugar, em um contexto de crise econômica e pandemia, foi criado um Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), para o aumento de privilégios e teto salarial do funcionalismo público. Segundo Leandro Karnal está ação pode ser considerada uma forma de autoritarismo, onde a autoridade entende que as leis e o povo devem servi-las.
Ademais, dados da Instituição Millenium comprovam que o país tem elevados gastos com salários de servidores, principalmente com despesas exorbitantes de deputados, senadores e governadores. Além disso, estes, mesmo sabendo que seus gastos chegam a ser maiores que educação, saúde e saneamento básico, juntos, recusam-se a abrir mão de seus privilégios e controle autoritário sobre o país. Por conseguinte, é plausível compreender o porquê nosso país está estagnado em educação e desenvolvimento, somados à uma vasta população miserável.
Dados expostos, para combater o abuso de autoridade em nosso país, é necessário que ocorra uma reforma administrativa por meio de um projeto de lei elaborado pelo Ministério da economia. Ainda por cima, o Ministério deve viabilizar campanhas com intuito de promover passeatas reinvindicando a aprovação do projeto de lei.