O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil

Enviada em 03/04/2021

A Agenda 2030 é formada por dezessete objetivos da Organização das Nações Unidas (ONU) para transformar o mundo. O décimo objetivo propõe o asseguramento da redução da desigualdade social, amenizando os casos de sentimento de inferioridade perante à figura de um indivíduo considerado como “melhor”. No entanto, hodiernamente, ao assimilar  a meta do órgão mundial à realidade brasileira, é imperioso salientar que há o seu descumprimento em relação ao abuso de poder, uma vez que ainda há a sua ocorrência devido ao estereótipo de superioridade dos cidadãos que executam um ofício bem remunerado e ao preconceito. Por consequência, são necessárias medidas para reverter esses problemas.

Em primeira análise, na obra “A Hora da Estrela”, o personagem Olímpico é metalúrgico e namorado da protagonista Macabéa, que é uma simples datilógrafa. Por ser orgulhoso e ambicioso, Olímpico sempre zomba da parceira, alegando que, como ele ganha economicamente mais do que ela, a parceira deveria satisfazer todas as vontades dele, dado que, segundo ele, o fato dele ter uma profissão “melhor” faz com que ela seja obrigada a respeitá-lo.  Logo, ao assimilar a ficção à realidade, é válido ressaltar que há indivíduos que se consideram superiores por serem bem remunerados, fomentando os casos de exagero de autoridade, assim como ocorreu entre o personagem e a protagonista do livro.

Outrossim, em 2020, nos Estados Unidos, George Floyde foi enforcado até a morte por um policial branco que suspeitava que o afrodescendente tinha usado uma nota falsa para pagar as compras no mercado. Porém, após investigações, foi relatado que a vítima não realizou tal ação e ainda constatou que o policial tinha um histórico de intolerância contra habitantes negros. Assim, ao analisar o aspecto mencionado, é importante informar que o preconceito é um fator que estimula a imoderação do poderio, pois, como ocorreu com George, há casos de atitudes desumanas estimuladas pela discriminação e que são baseadas no autoritarismo de uma figura profissional.

Desse modo, são necessárias ações capazes de mitigar essas problemáticas. Para tal, os canais televisivos devem estimular o senso crítico dos seus espectadores, por meio da disseminação de propagandas que relatem sobre a igualdade humana, para que haja o fim do sentimento de superioridade em relação aos residentes mais simples. Ademais, as escolas devem educar os alunos para a cidadania, por intermédio de palestras e grupos de integração social, a fim de que aceitem a diversidade cultural, reduzindo os casos de preconceito. A partir dessas atitudes, o combate ao abuso de poder e de autoridade terá êxito.