O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil

Enviada em 23/04/2021

Historicamente, a República Oligárquica no Brasil representou um conjunto de medidas políticas baseadas nos interesses da elite agrária. Assim, o ideal de autoridade é representado, no país, pela condição financeira do indivíduo independente da ética de justica e igualdade. Desse modo, o abuso de poder e de autoridade em questão é fortalecido pela cultura de classe dos mais ricos os quais, de forma sútil, impregnam a sociedade em geral.

A princípio, a representação principal do abuso de poder na política brasileira fora o “Clientelismo” representado pela troca de favores entre Estados a fim de alcançar um objetivo em comum, em sua totalidade, com o intúito de manter determinados partidos no poder. Esse processo, fora a marca histórica de um país com a política, economia e a sociedade estruturada a partir do âmbito pessoal, ou seja, a cordialidade do povo brasileiro é reflexo desse sistema de abuso, em que para a realização de determinada medida é explícita a necessidade de adular a outrem.

Nesse sentido, o livro “O Alienista” de Machado de Assis retrata o processo de abuso de poder de um indivíduo devido ao seu título, isto é, função social. Inicialmente, o alienista é um médico especializado em doenças mentais o qual com o passar do tempo começou a enxergar a “loucura” em muitas pessoas e interná-las em seu manicômio, devido ao poder que a profissão médica o proporcionava. Porém, ao término da história quase toda a população da cidade estava internada e percebe-se que o verdadeiro doente era o próprio médico. Logo, o abuso de poder e de autoridade na sociedade brasileira é evidente não apenas em cargos públicos mas na própria estrutura educacional das classes dominantes como médicos, advogados e engenheiros.

Afinal, para modificar a estrutura de abuso de poder é imperioso que o Ministério da Educação realize modificações no sistema de ensino. Inicialmente, com maiores cargas horárias de aulas de história do Brasil, a fim de explicitar como a justiça do país é pautada na estrutura econômica dos indivíduos. Para isso, é fundamental a contratação pelas escolas de mais professores para o aumento da quantia de aulas e de práticas de reflexão entre os alunos, unidos a psicólogos e sociólogos formados nas Universidades Públicas de cada região. Somente assim, ocorrerá a visualização e o término da estrutura Clientelista e de título nas relações interpessoais dos indivíduos no país, pois os jovens enxergarão a realidade e serão capazes de modificá-la tornando novamente a  nação em “Pátria amada, Brasil”.