O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil

Enviada em 23/05/2021

Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direito à liberdade, igualdade e ao bem-estar social. Entretanto, tal garantia é deturpada, visto que o abuso de poder encontra-se efetivado na sociedade. Desse modo, a ausência de fiscalização em consonância com a concepção de hierarquia são os principais pilares para esses conflitos.

Primeiramente, vale ressaltar a falta de supervisionamento como impulsionador da problemática. Destarte, de acordo com o IBGE, cerca de 60% das denuncia sobre excesso de poder são arquivadas e esquecidas. Por essa perspectiva, denota-se que averiguar essas acusações é bem complicado, pois a grande maioria dos agressores alegam que agiram dentro da lei. Assim, essas queixam não são analisadas e são constantemente tratadas com irrelevância.

Ademais, vale salientar o pensamento de superioridade como perpetuador do problema. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, em sua analise da sociedade, o abuso em posição de grandeza se dá quando se desvincula a compaixão do poder. Sob essa ótica, pessoas que se encontram em importantes cargos públicos acabam cometendo o abuso de autoridade por se sentirem superiores as vítimas. Dessa forma, o excesso de poderio fica cada vez mais frequente.

Portanto, com intuito de mitigar o abuso de poder, urge que o Estado, como promotor do bem-estar social, por meio de convocação no congresso, solicite a reformulação de leis, sendo crime o excesso de poder e acelerando os julgamentos. É mister a mídia informar a população sobre seus direitos basilar como a igualdade presente na Declaração dos Direitos Humanos.