O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil

Enviada em 09/06/2021

Em 2020, um desembargador foi flagrado humilhando um guarda municipal, após ser multado por não estar usando máscara enquanto caminhava, um claro exemplo de abuso de poder, onde o homem tenta usar seu alto cargo em um órgão público para deixar de receber uma pena necessária após ter desrespeitado uma lei. Apesar de absurdo, esses abusos morais são muito comuns entre funcionários de alto escalão. Logo, fica explícito que a priorização de interesses pessoais e falta de fiscalização dos órgãos públicos sobre seus funcionários são as principais causas desse problema.

A princípio convém analisar o comportamento dos trabalhadores que abusam de seu poder, e o objetivo é sempre o mesmo: Utilizar de seu alto escalão para benefício próprio. A respeito disso, Napoleão Bonaparte, grande líder militar uma vez disse: “Todo homem luta com mais bravura pelos seus interesses do que pelos seus direitos”. Infelizmente, essa mentalidade individualista interfere diretamente na esfera coletiva do ambiente de trabalho, podendo prejudicar outros funcionários de menor escalão, já que estão aceitando as escolhas de seus chefes.

Além disso, a falta de vigilância dos órgãos públicos e empresas sobre seus funcionários é também uma grande responsável por agravar esse problema, já que pela lei número 13.869 “qualquer abuso de autoridade quando praticadas com o objetivo de prejudicar outro funcionário ou beneficiário a si próprio é considerado crime “, logo, o Ministério Público não está exercendo seu trabalho de maneira correta, que é fiscalizar e punir de maneira correta qualquer pessoa que infrinja uma das leis presentes na constituição Brasileira.

Analisados ​​os problemas citados nos paragrafos anteriores, entende-se que será necessário algumas mudanças para resolver este problema, como um maior investimento do Ministério Público nas fiscalizações de órgãos públicos e empresas privadas, para garantir que o ambiente profissional está em perfeitas condições. O Ministério da Educação também deveria trazer aulas de filosofia que tratam de assuntos s como ética e valores desde os primeiros anos escolares, pois como foi anteriormente incluída, a mentalidade egoísta e individualista, se não trabalhada e combatida desde os primeiros anos de vida, é naturalizada, e casos como o desembargador jamais serão combatidos da devida maneira.