O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil

Enviada em 13/07/2021

O filme “Harry Potter e a Ordem da Fenix” mostra como a rotina no castelo de Hogwarts mudou a após a entrada da nova diretora, Dolores Umbridge, o que naquele contexto, se traduzia ao abuso de autoridade por ela exercido para com Harry e o restante dos alunos. De maneira ánaloga ao longa, a questão do abuso de poder, no Brasil, ainda enfrenta problemas no que diz respeito aos seus efeitos socielamente negativos. Assim, é lícito afirmar que a postura do Estado e da sociedade capitalista em relação a cultura do autoritarismo contribuem para a perpetuação desse cenário nocivo.

Mormente, nota-se, por parte do Estado a precariedade de políticas públicas eficazes capazes de assegurar o rompimento do pensamento aristocrático nos diversos setores trabalhistas. Essa lógica é comprovada, pelo papel passivo que o Ministério do Trabalho exerce no combate ao assédio entre patrões e funcionários. Instituído para garantir os direitos dos trabalhadores, tal órgão ignora ações que poderiam, potencialmente, erradicar as condutas excessivas das figuras de máxima autoriedade, como, por meio de, novas medidas de proteção ao trabalhador e sanções de penalidade aos que desacatam tais normas. Desse modo, o Governo atua como perpetuador do processo fixação da conduta de soberania. Logo, é substancial uma reviravolta neste cenário.

Outrossim, é imperativo pontuar que a sociedade capitalista influência na sustentação do abuso de poder na atualidade. Isso decorre, principalmente, da visão elitista advinda, de parte, das autoridades, que dispondo de uma elevada posição social, sentem-se no direito de humilhar o próximo em detrimento do impacto siciocultural que tal marginalização pode acarretar na comunidade. Nesse sentido, há, de fato uma visão hierárquica oriunda, sobretudo, da parcela socialmente favorecida, que muitas vezes potencializam o autoritarismo excessivo, de modo que, os populares não possuam direito a defesa. Consequentemente, a população mais humilde fica as margens de seus “superiores”.

É necessárrio, portanto, que medidas sejam tomadas para desvincular a cultura do abuso de poder da sociedade brasileira. Posto isso, o Ministério do Trabalho deve, por meio de debates com Estado, autoridades e população civil, desenvolver um Plano Nacional de Combate ao Abuso de Autoriedade, a fim de eliminar as divergências socioestruturais presentes na atualidade. Tal plano deverá focar, especialmente, no desenvolvimento de novas leis de proteção ao trabalhador comum e na amplificação de penalidades aos superiores autoritários. Ademais, a sociedade deve, mediante as novas políticas promulgadas, incentivar a  denúncia do abuso de poder no ambiente de trabalho ou público. Dessa maneira, a situação representada no filme “Harry Potter e a Ordem da Fenix” passará a estar cada vez menos presente na realidade dos brasileiros.