O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil
Enviada em 25/07/2021
Para o filosofo Thomas Hobbes, o autoritarismo é um ato de autopreservação, uma vez que, segundo ele, apenas com um líder autoritário e, portanto, detentor de todos os poderes na sociedade se pode angariar harmonia ao meio cívico. No entanto, há quem discorde de tal assertiva, já que, com a pregressa evolução da história, o autoritarismo foi o responsável por causar inúmeras mortes e desastres. Dessa forma, há, na hodierna conjetura na qual o Brasil se encontra, uma discussão acerca do autoritarismo, mas, diferentemente do autoritarismo estudado por Hobbes, o nacional se encontra, máxime, nas relações cívicas, e ele é causado tanto pelo ato de idolatrar quanto pela sociedade civil. Mormente, necessário se faz pontuar que, frente a uma sociedade que não possui um resquício de equidade, os cidadãos tendem a idolatrar posições sociais. Assim sendo, é notável uma das causas do autoritarismo interpessoal no Brasil: não há paridade social, e isso distancia em muito as classes civis, o que faz com que elas não se identifiquem em nenhum aspecto, gerando, de tal modo, um sentimento de superioridade naquelas que detêm maior poder, seja ele monetário ou político. Com mais poder, algumas classes se sentem suficientemente libertas para atuar de modo a mostrar sua maior influência social, o que acaba, por vezes, criando casos de abuso de poder.
Além disso, também é fulcral se elucidar que, como notara o filósofo Rosseau, o homem é, por natureza, bom, porém, com a formação da sociedade civil, ele foi corrompido e transformado em um facínora. Dessarte, é possível se abstrair outro motivo que causa o autoritarismo no Brasil: quando os homens se juntaram e, assim, passaram a viver em sociedade, algo tilintava na cabeça de todos eles – a sobrevivência. Diante do desejo de sobreviver, os cidadãos se submetiam a situações – como o roubo - que possibilitavam os classificar como maus, e isso reflete nas relações interpessoais autoritárias do contemporâneo: para angariar benefícios a si próprio, um cidadão pode se portar como alguém que abusa do poder, o que é causado pela avidez generalizada por préstimos individuais.
Portanto, deve se concluir que existem relações de poder no Brasil, e os motivos para tal existência estão acima citados. Logo, deve o governo, composto pelos mandatários incumbidos de assegurar o bem cívico, prover, por intermédio do envio de projetos sociais ao legislativo, meios para os civis ascenderem socialmente, com o fim de diminuir a distância entre as classes cívicas do Brasil, sabendo que isso gerará menor incidência de casos em que há abuso de poder nas relações interpessoais.