O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil
Enviada em 02/08/2021
Segundo Max Weber, “O Estado detém o monopólio legítimo da violência”. Nesse ínterim, é dever dele garantir a segurança pública por intermédio da força física. Entretanto, frequentemente, esse recurso é utilizado com o intuito de privilegiar as autoridades que o usufruem. Tal fato, que advém de raízes históricas e que resulta em uma manipulação de conhecimento social. Logo, é fulcral a elaboração de medidas cabíveis para a atenuação desse empecilho.
A princípio, é de notória relevância analisar a origem desse despotismo de autoridade nas rédeas históricas. Nessa conjuntura, é visto que desde a Primeira República Brasileira (1889-1930), há uma configuração social e política que promove a perpetuação desse abuso, o coronelismo e a política dos governadores. Ambos exprimem o esquema de poderio da elite política da época, que utilizava de sua soberania para monopolizar o âmbito político através da intimidação e para prolongar-se no poder. Assim, apesar das mudanças históricas, tem-se esse caráter despótico conservado por outras técnicas até os dias atuais, tendo destaque, em cargos de liderança.
Outrossim, é importante ressaltar a alienação populacional advinda dessa regalia de poder. Nesse viés, é perceptível o controle e a massificação das informações por meio de mecanismos elaborados pelos dirigentes despóticos, os quais objetivam o domínio sob a consciência da população. Durante o Estado Novo de Vargas, houve a criação do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) que visava a manipulação do conhecimento que chegava às massas, influenciando também, o senso crítico das pessoas perante o governo. Portanto, é visto que essa transgressão se torna intrínseca ao juízo de valor da sociedade.
Dessarte, é imprescindível o desenvolvimento de providências que mitiguem os problemas oriundos dessas complexas raízes adversas. Para um rompimento com o status quo, cabe à população nacional notar tais artifícios de injúrias e reivindicar a mudança por meio de greves e manifestações, de modo que estejam exercendo sua cidadania em uma democracia onde o poder emana do povo. Dessa forma, é previsto uma sociedade mais próxima do pensamento weberiano e um Estado mais pleno diante de seus deveres.