O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil

Enviada em 02/08/2021

Certa vez, o rei Luís XIV da França disse:“L’Etat c’est moi”, que significa “O Estado sou eu”, máxima esta que representa o absolutismo monárquico, pode ser trazida para os dias de hoje na forma de autoridades que conferem a si mesmas mais poder do que realmente têm, geralmente usando o seu título para se favorecer ou para fugir de uma situação desvantajosa. Para isso, é necessária uma legislação mais específica para combater esta prática.

O abuso de poder é mais comum do que se imagina, normalmente a autoridade usa da coerção e intimidação para se beneficiar, como o caso de ditadores como Adolf Hitler, Joseph Stálin, Saddam Hussein, Idi Amin, entre outros que usaram seu cargo para eliminar a oposição e se manter na liderança por anos ou até décadas; além de ocorrer em menor escala, como o caso de policiais, professores, juízes ou até políticos que usam título ou cargo para conseguirem diversos privilégios, revelando que essa prática está disseminada na sociedade brasileira.

Quem nunca ouviu a frase: “Você sabe com quem está falando?”, muito proferida pelas autoridades que cometem algo ilícito e tentam usufruir de seu poder para escapar da responsabilidade, como é o caso de alguns polticos brasileiros que usam seu direito ao foro privilegiado, que deveria ser usado apenas para proteger a si e seus entes em caso de ameça, mas que é usado para atrapalhar investigações policiais, causando prejuízos à integridade da justiça brasileira.

Para combater o abuso de poder é necessária uma mudança na mentalidade da sociedade brasileira, que atualmente “normaliza” autoridades que usufruem de seu poder de maneiras injustas ou até ilícitas, através do Ministério da Educação, que realizaria investimentos no setor do ensino, conscientizando a população e evitando que mais “absolutistas” como Luís XIV se mantenham no poder.