O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil
Enviada em 01/08/2021
“Dê poder ao homem e descobrirá quem ele realmente é”. Essa máxima do filósofo Nicolau Maquiavel faz-se compreendida na sociedade hodierna em que o abuso de poder pelas figuras de autoridade tem se tornado um problema recorrente devido a negligência estatal e a irracionalidade pessoal. Assim, compreende-se a necessidade de medidas eficazes que revertam essa questão no Brasil.
Decerto, a indolência estatal inflaciona essa adversidade no território nacional. Por essa razão, devido a impunidade e ausência de legislações eficazes, inúmeros indivíduos praticam o abuso de poder com aqueles que julgam inferiores. Desse modo, observa-se a não aplicação do 5 artigo da Constituição Brasileira o qual assegura isonomia a todos os cidadãos. Logo, o uso excessivo da soberania fere não somente os valores éticos como também a constituição e a declaração universal dos direitos humanos.
Ademais, a irracionalidade individual acarreta na formação de teorias de valores excludentes e abusivos. Prova disso é a teoria eugenista difundida durante o governo de Adolf Hitler durante a segunda guerra mundial, cujo principal componente era a superioridade da raça ariana em detrimento das demais. Dessa maneira verifica-se que a escassez de racionalidade gera o sentimento de primazia daqueles com poder, acarretando em comportamentos danosos ao corpo social.
Fica claro, portanto, as causas do uso exacerbado de poderio pelos brasileiros. Dessa forma, visando amenizar essa contrariedade urge que o Ministério da Justiça em parceria com o poder legislativo, por meio de verbas governamentais, formule novas leis que condenem a prática do autoritarismo por parte das entidades públicas e privadas. Essa medida ganhará força com a ação do Ministério da educação, junto dos meios midiáticos, para difusão da consciência populacional a respeito da problemática. Somente assim, a tese de Nicolau Maquiavel será exercida de maneira não prejudicial aos direitos humanos.