O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil

Enviada em 02/08/2021

Como diria Platão, em sua obra “República”, a moral privada é considerada inferior à moral pública, e por conseguinte, os interesses pessoais devem estar aquém dos interesses coletivos. No entanto, na realidade brasileira, verifica-se práticas relacionadas ao abuso de poder, visto que as consequências passam despercebidas pela sociedade, e geralmente acontecem devido à uma má formação educacional e raízes históricas. Logo, essa problemática deve ser resolvida.

Primeiramente, é válido notar que tais abusos de poder executados transgride uma ou mais leis propostas pelo país, e geram infrações sociais. Contudo, um dos motivos para isso ocorrer se dá pelo desconhecimento por parte da população em geral de uma educação básica das leis e como estas funcionam, o que acaba configurando um futuro desentendimento e gerando motivos para o rompimento de poder, visto que torna parte das pessoas vulneráveis a serem manipuladas pelos transgressores.

Ademais, se faz importante lembrar os ocorridos históricos que marcaram o Brasil ao longo dos anos. Um dos exemplos mais claros sobre abuso de poder e autoritarismo é o Estado Novo, onde Getúlio Vargas agiu por diversas vezes contra as leis do país, visando apenas cumprir com suas ideias e princípios, mesmo que fosse contra a vontade do povo. Para auxiliar nesse processo, o governo também moldava a mente das pessoas a pensar que nada de ruim aconteceria mesmo com o abuso de poder, deixando o caminho livre para cometer tal crime.

Portanto, evidencia-se a necessidade de solucionar tal quebra do poder. Cabe ao governo dar suporte financeiro e moral às instituições de educação, como escolas, creches e centros de reabilitação, através de palestras e aulas específicas sobre autoritarismo, visando o fortalecimento do conhecimento de cada indivíduo sobre as leis vigentes e seus limites, pois como diria Nelson Mandela: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.”, e cabe somente a nós saber como usá-la da maneira certa, e assim se confirmará a premissa de Platão.