O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil
Enviada em 25/07/2022
Na obra “A república”, o filósofo Platão idealiza uma sociedade capaz de alcançar a perfeição, desde que a justiça e a razão sejam os pilares essenciais. No entanto, ao presenciar o abuso de poder e autoridade no Brasil, entende-se que essa concepção ainda não é uma realidade, visto que o governo brasileiro mantém uma postura passiva e inerte. Nessa lógica, isso se dá, principalmente, em virtude da falta de ações punitivas aos autores desse crime - o que promove uma maior ocorrência desse fato.
Nesse contexto, a impunidade na justiça brasileira simboliza um problema estrutural e atemporal, à medida que é o principal responsável pela perpetuação do abuso de poder, colocando pessoas de alto prestígio social como próprios legisladores de seus atos. Nesse sentido, segundo a “atitude blasé”, - termo proposto pelo sociólogo alemão George Simmel - o sujeito passa a agir com indiferença em meio às situações a que deveria dar atenção. Nesse raciocínio, ao presenciar a permanência deste entrave, entende-se que o ser humano é inclinado a adotar essa “atitude”, tornando-se passivo e inerte à problemática.
À vista disso, é fundamental destacar a grande incidência de abuso de autoridade como um seguimento da parcimônia do Estado, dado que é o responsável por manter a justiça no território nacional. Para tanto, conforme o filósofo Rousseau: “o homem é produto do meio onde vive, da sociedade e da educação”. Partindo desse pressuposto, entende-se que o cidadão brasileiro inserido em um cenário que negligência a problemática e permite sua continuidade tende a perpetuar essa conduta e, sobretudo, enxergar esse panorama como irrelevante e reproduzir normalmente no seu cotidiano.
Constata-se, portanto, ser necessário atenuar o quadro vigente. Para que isso aconteça o Estado - principal responsável pela harmonia social - deve criar projetos educacionais. Tal medida será cumprida e efetivada por meio de palestras tanto para autoridades e civis, com o intuito de ensinar como o poder deve ser usado e medidas protetivas caso essa autoridade torne-se abusiva, evitando assim a perpetuação de tais atos. Dessa maneira, o Brasil será um país mais justo.