O abuso de poder e de autoridade em questão no Brasil
Enviada em 20/08/2022
A filósofa alemã, Hannah Arendt, definiu que o poder “nunca é uma propriedade de um indivíduo; pertence a um grupo e existe somente enquanto o grupo se conserva unido”. Sob esse viés, no Brasil, a polícia, muitas vezes, abusa da autoridade para forçar uma abordagem que, geralmente, é voltada às pessoas pretas. Nessa perspectiva, isso se evidencia não só devido à estrutura social, mas também a negligencia estatal.
Em primeiro lugar, historicamente é usado da força como meio de controle, principalmente aos grupos que não possuem tanto poder socioeconômico. Nesse sentindo, a polícia faz uso dessa estrutura e demonstra, em algumas abordagens, maiores níveis de violências mesmo quando não é necessário, geralmente, nas periferias. No entanto, é pueril acreditar que tal demonstração de poder não é enraíza. Assim, segundo Norman Fairclough, linguista britânico, “O discurso como prática política estabelece, mantém e transforma as relações de poder e as entidades coletivas".
Nesse sentindo, a camada social que mais sofre com a autoridade policial é a população negra. Com isso, o abuso de poder dos policiais não é apenas nacional, mas em boa parte do mundo, como a violência cometida contra um negro nos Estados Unidos. Assim, muitas pessoas foram às ruas em vários países, inclusive, no Brasil, para manifestarem-se em oposição ao ocorrido. De modo que, consoante a Aristóteles, O homem é um animal político", pois toma atitude de acordo com a situação que o cerca e busca por mudança, como foi o caso de Floyd, expandindo o movimento “BlackLiveMatter”.
Portanto, a negligência do Estado diante do excesso de autoridade tem que ser solucionada. Logo, o Governo Federal deve, em parceria com os governadores, criar projetos que abordem as relações de poder, por meio de exposições mostrar que nem sempre deve-se chegar em uma abordagem de forma hostil. Com isso, será possível atenuar os casos de abuso de poder, a fim de uma sociedade mais segura para seus cidadãos, e, especificamente, para a população negra.